Muçulmanas processam Mc Donald's nos Estados Unidos

Mulheres acusam a rede de fast-food de não as tê-las contratado pelo fato de usarem o véu islâmico

Ansa

28 de julho de 2008 | 19h19

Duas mulheres norte-americanas abriram um processo contra uma loja da rede de fast-food McDonald's em Dearborn, pequena cidade próxima de Detroit, acusando-a de não as tê-las contratado pelo fato de usarem o véu islâmico.   Os casos de Toi Whitfield, de 20 anos, e de Quiana Pugh, de 25, ocorridos em 2006 e neste mês de julho, respectivamente, provocaram uma dura reação na comunidade islâmica da cidade.   As duas mulheres recorreram a um advogado para processar tanto o gerente do fast-food quanto a empresa, acusado-os de terem violado a lei de direitos civis do estado de Michigan.   Antes deste episódio, a comunidade islâmica era sempre muito integrada em Dearborn, tanto que nos últimos anos muitas lojas, inclusive o fast-food em questão, começaram a vender carne halal, permitida pela religião muçulmana, para agradar o pedido cada vez maior dos clientes muçulmanos.   Dawud Walid, responsável local pelo Conselho sobre Relações entre Estados Unidos e Islã, disse estar surpreso com o fato de que, com uma comunidade islâmica assim tão numerosa em Michigan, continuem a discriminar mulheres muçulmanas que procuram trabalho.

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