Muçulmanos convertidos exigem o direito de mudar de religião

144 cristãos querem que liberdade de mudar de religião seja reconhecida como um direito fundamental

Efe

05 de novembro de 2008 | 16h45

Um total de 144 cristãos, entre eles 77 muçulmanos convertidos, pediram nesta quarta-feira, 5, ao Primeiro Fórum Católico-Muçulmano reunido no Vaticano que obtenham o direito de mudar de religião. Veja também: Bento XVI discute pontos em comum com delegação muçulmanaCatólicos e muçulmanos se reúnem no Vaticano  Este grupo pediu às autoridades religiosas presentes a este Fórum que a lei islâmica não seja aplicada aos não muçulmanos, que seja abolida a condição de segunda classe (aos cristãos) e que a liberdade de mudar de religião seja reconhecida como um direito fundamental, entre outras coisas. Os 150 cristãos, procedentes da África do Norte e do Oriente Médio, fizeram o apelo através da agência Asia news. Segundo a "Asia news", este grupo denunciou que as condições das minorias cristãs em países islâmicos estão se agravando perante o crescimento do islamismo radical nos últimos tempos. Acrescentam que os novos cristãos ou os convertidos "não têm direito de expressarem a nova escolha religiosa sob pena de serem condenados por apostasia e obrigados ao exílio". Com relação à liberdade de mudar religião, disseram que deve ser reconhecido como um direito fundamental, "um direito que vem de Deus, que não obriga ninguém a adorá-lo", declararam. O Primeiro Fórum Católico Muçulmano, que começou ontem, tem como tema "Amor de Deus, amor do próximo" e reúne até amanhã, no Vaticano, 58 autoridades religiosas, especialistas e conselheiros.

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