Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Mudança climática afeta Antártida e ameaça pingüins

Temperaturas aumentam e abaixam ameaçando o principal habitat desses animais

Efe

09 de outubro de 2008 | 16h57

A mudança climática está causando estragos na região mais setentrional do planeta e, enquanto na península Antártica as temperaturas aumentam, com uma redução drástica nas colônias de pingüins, no mesmo continente a temperatura baixa e o gelo se expande. Este é um dos paradoxos que refletem o informe da WWF e da Fundação de Vida Silvestre Argentina sobre o perigo que enfrentarão, nos próximos anos, as colônias de pingüins autóctones (Imperador e Adelia) se a temperatura da península subir dois graus, como apontam estudos.  O informe, apresentado nesta quinta-feira, 9, no Congresso Mundial da Natureza de Barcelona, prevê, caso ocorra esse aumento, que os pingüins Adelia perderão 75% de sua população em 40 anos, enquanto as colônias de Imperadores, que sofrem de um alto grau de estresse, se reduzam a 50%.  A população de pingüins (na Antártida há outra três espécies autóctones: Barbijo, Papua e Macaroni, que, ao todo, contam com um população de cinco milhões de exemplares) atua como alerta vermelho sobre o que está ocorrendo no conjunto do continente, avisando que mais tarde isso poderá ocorrer a outras espécies.  Andrés Barbosa, pesquisador do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), explicou que o aumento da temperatura na península provocou a redução do gelo marinho e, com isso, da produção do fitoplâncton de que se alimenta o krill, que, por sua vez, é a dieta básica não só dos pingüins, mas de muitos outros vertebrados antárticos.  Seu hábitat são as águas cobertas de gelo marinho que, durante grande parte de ano, forma-se nos oceanos polares por congelamento. O pesquisador afirma que enquanto na península, onde há numerosas colônias dessas espécies, está aumentando a temperatura, no resto do continente a mudança climática está produzindo um resfriamento devido a novas correntes de vento.  Esta situação é alarmante sobretudo durante o verão austral, época de procriação, já que gera um aumento da placa de gelo, o que separa os pingüins e seus ninhos do mar e, portanto, do alimento, podendo levar à morte das crias.  O coordenador do programa de Mudança Climática da Fundação Vida Silvestre, Juan Casavelos, fez um pedido urgente à comunidade internacional para que reduza a emissão de gases estufa além dos valores estabelecidos pelo tratado de Kioto.

Tudo o que sabemos sobre:
aquecimento globalpingüins

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.