Mufti egípcio quer proibir toque islâmico de celular

O chmadao para a prece tornou-se um popular toque para os aparelhos móveis no Oriente Médio

Associated Press,

21 Janeiro 2010 | 16h19

O principal líder religioso do Egito quer que os muçulmanos atendam ao chamado para a prece, mas não quando ele toca no telefone celular.

 

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O grão-mufti Ali Gomaa emitiu uma fatwa, ou decreto religioso, pedindo aos muçulmanos que se abstenham de seguir uma nova moda - o uso de versos do Alcorão dedicados ao chamado para a prece como toque de celular.

 

O clérigo, que é indicado para o posto pelo governo, disse que esses toques são inadequados, enganadores e desrespeitam a palavra de Deus.

 

"As palavras de Deus são sagradas... Ele ordenou que as respeitássemos e glorificássemos", disse Gomaa.

 

Muçulmanos devem rezar cinco vezes ao dia, e a hora da prece é anunciada com os chamados feitos a partir das mesquitas. "O chamado à oração existe para anunciar que é chegada a hora... usá-lo como toque de celular confunde e engana".

 

Toques de celular islâmicos estão por toda parte no Egito, um país de 80 milhões de habitantes.

 

Também já se tornam populares na Arábia Saudita, Cisjordânia, Bagdá e, com menor impacto, no Líbano. As fatwas no Egito não são de cumprimento obrigatório, mas muitos cidadãos usam-nas pata balizar a vida diária.

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