Mulheres com testosterona alta aceitam mais riscos, diz estudo

Conhecido como o hormônio sexual masculino, a testosterona existe tanto em homens quanto em mulheres

Associated Press,

24 Agosto 2009 | 19h05

Mulheres com quantidades maiores do hormônio testosterona tendem a se comportar mais como homens na hora de assumir riscos financeiros, diz um novo estudo.

 

Testosterona dos corretores afeta o mercado, diz estudo

 

"Mulheres com alto nível de testosterona acabam tendo menor aversão ao risco, mais dispostas a aceitar riscos", disse Luigi Zingales, da Universidade de Chicago.

 

Conhecido como o hormônio sexual masculino, a testosterona existe tanto em homens quanto em mulheres, mas em níveis mais elevados nos homens. Ele é associado, há tempos, á competitividade e dominância, redução do medo e a comportamentos de risco como jogos de azar e alcoolismo.

 

A coautora do estudo, Paola Sapienza, da Universidade Northwestern, disse que, no geral, mulheres são menos propensas que homens a adotar comportamentos de risco financeiro.

 

"Por exemplo, em nossa amostra, 36% das estudantes de MBA optaram por carreiras de alto risco, como bancos de investimento e corretoras de ações, comparadas com 57% dos estudantes homens. Queríamos explorar se essas diferenças de sexo estavam relacionadas à testosterona, que os homens têm, em média, em concentrações mais altas que as mulheres".

 

Uma pesquisa anterior, realizada na Inglaterra, havia mostrado que altos níveis de testosterona pareciam capazes de aumentar o sucesso no mundo financeiro no curto prazo. Os pesquisadores haviam testado corretores do sexo masculino de manhã e ao fim do dia, e descobriram que os que apresentavam mais testosterona pela manhã tinham maior chance de lucrar durante o dia.

 

Zingales e sua equipe testaram os níveis de testosterona de mais de 500 estudantes de MBA - homens e mulheres - e pediram que decidissem entre aceitar um valor em dinheiro garantido ou participar de uma loteria com um prêmio potencial muito maior.

 

Os voluntários tinham de decidir repetidamente entre a loteria e o pagamento fixo, cujo valor aumentava a cada rodada.

 

No geral, os homens mostraram níveis mais elevados de testosterona e maior probabilidade de ficar com a loteria.

 

Mas também foi detectado que as mulheres com mais testosterona tinham quase sete vezes mais chance de aceitar a loteria que as mulheres com, níveis baixos.

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