Municípios paulistas querem transformar lixo em energia

Doze municípios da região de Sorocaba vão integrar um consórcio para instalar uma usina que transforme o lixo que produzem em energia elétrica, biogás e fertilizante. As cidades enfrentam problemas com a disposição final das mais de 100 toneladas de resíduos sólidos que produzem, em conjunto, diariamente. Algumas ainda lançam o lixo a céu aberto. O movimento é liderado pela prefeitura de Laranjal Paulista, a 185 quilômetros de São Paulo.O prefeito Roberto Fuglini (PMDB) trabalha na formação do consórcio para construir e administrar uma usina capaz de atender também os municípios de Anhembi, Bofete, Boituva, Cerquilho, Cesário Lange, Conchas, Jumirim, Pereiras, Porangaba, Porto Feliz e Tietê. As cidades, a maioria de pequeno porte, situam-se num raio de 30 quilômetros e somam 210 mil habitantes. Os prefeitos estão em negociação com a empresa alemã TBW, especializada em usinas de energia alternativa.A empresa desenvolveu uma usina capaz de transformar, além do lixo doméstico e hospitalar, também esgoto e matéria orgânica em biogás, energia elétrica e fertilizante. A unidade pode absorver os resíduos gerados pelas granjas de frangos, abundantes na região, e abatedouros avícolas. O vinhoto das usinas de açúcar e álcool também pode ser usado como matéria prima para produção de energia e biogás. Os resíduos do tratamento do lixo são transformados em fertilizantes. A usina custa cerca de R$ 10 milhões.Segundo o representante da empresa no Brasil, Franz Wolfgang Georg Hellhuber, a receita gerada pela produção desses insumos paga o investimento em cinco anos. As prefeituras podem, ainda, obter crédito pela não emissão de carbono na atmosfera. A energia e o biogás têm mercado garantido, podendo ser usados pelos próprios municípios. Despesas e receitas serão rateadas de forma proporcional à produção de lixo. As regras do consórcio ainda estão sendo discutidas. O prefeito espera fechar as negociações até o fim do ano.

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