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Museu grego quer ter mármores de Elgin de volta

Diretor afirma que inauguração representa oportunidade para que o Museu Britânico corrija 'ato de barbárie'

AE-AP,

19 de junho de 2009 | 18h17

A direção do novo Museu da Acrópole, que será inaugurado neste fim de semana na Grécia, pediu novamente ao Museu Britânico que devolva esculturas removidas da Acrópole há dois séculos. Segundo o diretor Dmitris Pantermalis, a abertura do museu representa uma oportunidade para que o Museu Britânico corrija "um ato de barbárie" (a remoção das obras).

 

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A coleção no Museu Britânico, originalmente chamada de Mármores do Partenon, ficou conhecida como Mármores de Elgin depois de ter sido removida pelo diplomata britânico Lord Elgin no começo de 1800, quando a Grécia ainda era parte do Império Otomano.

 

Pantermalis afirmou nesta sexta-feira esperar ter negociações sinceras com o Museu Britânico, para que as esculturas retornem à Grécia.

 

O Museu da Acrópole, que teve investimento de 130 milhões de euros (US$ 180 milhões) será inaugurado no sábado, em cerimônia com líderes estrangeiros. A presença dos chefes de Estado e de governo é vista como uma aprovação tácita do retorno das esculturas. Entre os convidados está Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro da Turquia, cujo império dominou a Grécia no período do roubo das obras. No domingo o museu será aberto ao público, com ingresso no valor de 1 euro (US$ 1,40), o mesmo preço da tarifa de ônibus.

 

O museu é parte dos esforços da Grécia para ter de volta os Mármores do Partenon, parte de um impressionante friso de mármore de 160 metros de uma cerimônia religiosa que adornou o topo do Partenon. Após o roubo das esculturas, correndo o risco de falir, Lord Elgin vendeu-as para o Museu Britânico, onde elas permanecem expostas desde então.

 

"O roubo das esculturas foi um ato de barbárie que pode ser corrigido", disse Pantermalis. "Não é o caso de culparmos o Museu Britânico, e sim de construirmos pontes que podem corrigir esse infeliz evento histórico de 1800."

 

O retorno das esculturas é uma questão de orgulho nacional para a Grécia, e sucessivos governos vem tentando, sem sucesso, recuperá-las.

 

O Museu Britânico se recusa a devolvê-las, afirmando que tem a propriedade legal das obras e que elas são expostas gratuitamente em um contexto cultural internacional. "Acredito que elas pertencem a todos nós. Nos dias de hoje, somos todos cidadãos globais", afirmou um porta-voz do Museu Britânico. As informações são da Associated Press.

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