Mutação genética que protege ratos de diabetes, diz estudo

A mutação observada nos roedores influi no processo da queima de gorduras pelos músculos

Efe

16 de outubro de 2008 | 15h37

Pesquisadores do Instituto Alemão de Pesquisa da Alimentação de Potsdam (Dife) identificaram uma mutação genética em ratos, que protege os animais de desenvolver doenças como diabetes e obesidade, mesmo se submetendo a uma dieta com um alto nível de gorduras.   "Não só que alimentos se consomem, mas também como o corpo os assimila é decisivo para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes", explicou nesta quinta-feira, 16, o diretor do projeto, Hans-Georg Joost.   Segundo ele, a descoberta deste gene dá base para desenvolver novos tratamentos e sistemas de prevenção, pois seus resultados poderiam ser considerados em pesquisas realizadas com pessoas vitimadas por esses problemas de saúde.   A mutação genética observada nos roedores influi no processo da queima de gorduras, pois faz com que os músculos recorram à gordura em lugar da glicose como fonte de energia.   O estudo aponta que os ratos com esse gene mantiveram-se durante os testes "protegidos" do diabetes e do sobrepeso, mesmo sendo alimentados com uma dieta rica em gorduras.   O instituto alemão dedica seus estudos a analisar a base molecular das doenças relacionadas à nutrição, entre elas o diabetes, o sobrepeso e determinados tipos de câncer.   Segundo o Dife, 7% dos alemães sofrem de diabetes e cerca de 66% dos homens e 50,6% das mulheres alemãs têm sobrepeso ou obesidade, o que aumenta o risco de sofrerem enfartos, embolias e câncer intestinal.

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