Na Indonésia, 85% das emissões de CO2 são de incêndios

Segundo Greenpeace, queimadas florestais são o método mais rápido e barato de abrir novos campos de cultivo

Efe

23 de julho de 2008 | 14h40

O Greenpeace disse nesta quarta-feira, 23, que 85% do dióxido de carbono (CO2) emitido pela Indonésia na atmosfera tem origem nos incêndios florestais, ligados principalmente à extensão dos campos de cultivo. O conselheiro de Assuntos Políticos do Greenpeace para o Sudeste Asiático, Arief Wicaksono, destacou a importância desse fato e lembrou que a Indonésia se transformou no terceiro emissor do mundo - atrás apenas da China e dos Estados Unidos - de gases que causam o efeito estufa, como o CO2. Wicaksono disse que os incêndios florestais na Indonésia são um método "rápido" e "barato" de expandir a área de plantio na selva e atribuiu ao "mau Governo", citando a falta de coordenação entre os diferentes níveis da administração e o excesso de burocracia. "As empresas estão obtendo grandes lucros graças ao desgoverno", afirmou Wicaksono, que defendeu uma "moratória" nacional na transformação de terrenos florestais em agrícolas até que se estude o problema e se encontrem soluções comuns. A Indonésia é o maior produtor mundial de óleo de palma e teve lucro de US$ 7,87 bilhões em 2007, segundo dados do Ministério da Agricultura. O país teve a maior taxa de desmatamento do mundo entre 2000 e 2006, com 1,1 milhão de hectares de floresta perdidos ao ano, ou 125 campos de futebol por hora, embora nos últimos dois anos o ritmo de destruição tenha se desacelerado. Os ecologistas atribuem o desmatamento à falta de planejamento para controlar o desenvolvimento econômico, ao crescimento demográfico, a extensão de áreas de cultivo e a exploração de recursos minerais e florestais.

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