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Nações Unidas investem US$ 38,4 milhões em biossegurança

Um programa milionário de pesquisas para avaliar o impacto dos organismos vivos modificados (Living Modified Organisms, ou LMOs) e capacitar os países que vão comercializá-los foi anunciado, hoje, pelo diretor do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Toepfer, em Nairóbi, no Quênia. Organismos vivos modificados é o nome atribuído a organismos geneticamente modificados (OGMs), ou transgênicos vivos.O programa anunciado prevê investimentos de US$ 38,4 milhões do Fundo Ambiental Mundial (GEF) para estudos de biossegurança, envolvendo avaliações relativas à saúde humana e meio ambiente em cerca de 100 países em desenvolvimento, nos próximos 3 anos. A idéia é preparar tais países para a entrada em vigor do Protocolo de Biossegurança de Cartagena, adotado em janeiro de 2000. O protocolo conta com 107 assinaturas e 10 ratificações. São necessárias 50 ratificações para sua entrada em vigor. "Apesar das empresas estarem convencidas das vantagens do uso dos LMOs, ainda há muitas dúvidas sobre os riscos ambientais e de saúde a eles relacionados", disse Toepfer. "O Protocolo de Cartagena é uma tentativa de conciliar o comércio e o meio ambiente, neste campo. Não apenas como o primeiro tratado ambiental legal a institucionalizar o princípio de precaução, como por estabelecer procedimentos de acordos de informação avançada". Segundo tais acordos, o país exportador de LMOs é obrigado a informar aos países importadores, que, então, decidem se querem ou não receber a carga. Para que este tipo de decisão seja tomada de forma consciente, é importante que os órgãos encarregados da biossegurança tenham parâmetros nacionais e conheçam o impacto de cada tipo de organismo comercializado, o que, em princípio, deve ser o resultado do programa do Pnuma.

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2002 | 16h20

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