Nanopartículas podem ajudar a acabar com tumores

Partículas são usadas como minúsculos magnetos capazes de aquecer e matar as células tumorais

Reuters

05 Outubro 2009 | 15h52

Cientistas britânicos estão desenvolvendo formas de usar nanopartículas como minúsculos magnetos capazes de aquecer e matar as células tumorais sem danificar as células saudáveis circunvizinhas.  

 

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Os pesquisadores descobriram que nanopartículas de óxido de ferro podem ser acopladas a anticorpos que localizam o câncer, ou podem ser injetadas em células-tronco localizadoras do câncer, que os levam direto aos tumores que precisam matar.

O aquecimento das células em apenas 5 ou 6 graus acima da temperatura do corpo, com um novo equipamento chamado aparelho de hipertermia magnética por corrente alternada (MACH), é capaz de matar as células tumorais.

Os pesquisadores afirmam que o equipamento MACH é como uma micro-onda, aquecendo apenas as células alvejadas.

"Isso oferece uma nova forma de tratar o câncer", disse a equipe da University College London (UCL) em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira.

"Se conseguimos fazer as partículas magnéticas migrarem para as células do câncer, podemos matar apenas as células do câncer, deixando as células saudáveis ilesas - o máximo da terapia-alvo."

Os cientistas afirmaram que o trabalho estava num estágio inicial e nenhum teste havia sido feito em humanos. Eles preveem mais uma década de desenvolvimento, refinando e testando as técnicas antes que elas possam ser licenciadas para o tratamento do câncer.

"Desejamos estar prontos para fazer os ensaios clínicos ao final de três anos", disse Quentin Pankhurst, professor de física na UCL.

Os cientistas afirmaram ter visto a técnica usando a célula-tronco funcionar em ratos.

Mark Lythgoe, diretor do centro para imagens biomédicas avançadas, disse que ele e seus colegas mostraram em um estudo a ser publicado em breve que determinadas células, chamadas células-tronco mesenquimais (MSC), quando acopladas a nanopartículas magnéticas, os levariam diretamente aos tumores secundários de pulmão, ou metástases no pulmão.

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