Nanotecnologia cria córneas humanas in vitro

Um grande número de cegos poderá recuperar a visão graças aos avanços da nanotecnologia, que permite fazer transplante de córneas humanas criadas in vitro. Projetos com nanopartículas também apresentam resultados promissores no tratamento de joelho e até no combate ao câncer.O Projeto de Engenharia da Córnea reconstitui a córnea usando proteínas humanas recombinadas a partir de um cultivo, explicou David Hulmes, do Centro de Pesquisas CNRS-Lyon (França), durante encontro dedicado à nanotecnologia em Edimburgo (Escócia). O projeto é desenvolvido por 14 equipes de 9 países europeus.Esta técnica deve compensar a escassez de doadores, diminuindo ao mesmo tempo o risco de transmissão de doenças infecciosas associadas à cirurgia.As proteínas - criadas graças ao desenvolvimento da nanociência - imitam perfeitamente as partículas naturais da córnea. As córneas artificiais produzidas até hoje não se integram completamente ao tecido quando enxertadas. A cada ano são realizadas na Europa cerca de 28.000 operações de córnea.MeniscoOutra pesquisa revelada no Euronanofórum, celebrado na capital escocesa, refere-se à reparação do menisco, cujo rompimento afeta 400 mil pessoas a cada ano na Europa. Embora a cirurgia permita reparar um menisco rompido, os pacientes freqüentemente sofrem com as seqüelas.O Projeto de Regeneração do Menisco visa à produção de um menisco artificial, sobre o qual as células do paciente possam se regenerar.CâncerNo campo da administração mais precisa de medicamentos, Andreas Jordan, diretor-geral do centro Magforce Nanotechnologies Gmbh, com sede em Berlim, anunciou para 2007 o lançamento de um tratamento térmico inédito de células cancerosas.As nanopartículas serão infiltradas diretamente na célula do tumor, que é queimada "sem dor ou efeitos colaterais para o paciente", explicou.As técnicas de nanotecnologia aplicadas na medicina, disseram os pesquisadores, trazem a esperança de que em dez anos se possa combater com maior eficácia doenças como Alzheimer ou Parkinson, diabete, alguns cânceres, aids, bem como doenças cardiovasculares.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2005 | 11h45

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