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Nasa acelera programa científico da Phoenix em Marte

Depois de um curto-circuito, os cientistas decidiram passar direto para análise de amostras de gelo

AP,

11 de julho de 2008 | 15h44

Cientistas temem que o próximo teste de aquecimento de uma amostra de solo marciano  pela sonda Phoenix venha a ser o último, por conta de uma pane elétrica que ameaça o esforço de US$ 420 milhões para procurar os ingredientes químicos da vida no planeta vermelho.   A Phoenix sofreu um curto-circuito semanas atrás em um de seus oito fornos. Pesquisadores temem que outra falha elétrica venha a inutilizar o equipamento. A alternativa encontrada foi acelerar a missão, passando por cima dos planos de uma série lenta e gradual de experimentos com os fornos e indo direto à conclusão.   A mudança nas regras do jogo representa o maior desafio, até agora, para uma missão que teve um início  surpreendentemente positivo.   A sonda sobreviveu há dez meses de viagem pelo espaço, e conseguiu realizar um pouso perfeito em 25 de março. Ela assombrou os cientistas ao revelar gelo e encontrar um solo semelhante ao da Terra.   Mas trata-se de um aparato complexo e temperamental. A sonda contém oito fornos, dois microscópios e um laboratório de análise química. também possui um braço-robô dotado de escavadeira e uma lima elétrica para desbastar gelo.   O plano original previa que o braço recolhesse diversas amostras de solo a diferentes profundidades, ao longo de semanas. Cada amostra seria "assada" em um dos fornos, onde os vapores produzidos pelo aquecimento seriam analisados.   Agora, em vez disso, "a próxima amostra será tratada como a última", disse o cientista responsável pela missão, Peter Smith, em nota divulgada na última semana.   Depois do curto-circuito, os cientistas decidiram passar direto para análise de amostras de gelo, pulando as amostras intermediárias de solo, mas esse esforço também está enfrentando dificuldades. No início desta semana, a pá-escavadeira do braço robô foi incapaz de recolher fragmentos de gelo, o que levou os pesquisadores a apelar para a lima elétrica. O próximo exame de forno poderá ocorrer já na próxima semana.   O cientista David Paige, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, disse que, dadas as circunstâncias, faz sentido ir direto ao gelo, mas que analisar a água congelada sem entender antes o solo poderá tornar a interpretação dos resultados mais difícil.   os parâmetros de missão definidos pela Nasa exigem pelo menos três análises em forno para que a Phoenix seja considerada um "sucesso completo". Até agora, só houve uma análise, o que representa "sucesso mínimo".   Mas a equipe da Nasa está otimista. Segundo administrador da missão Barry Goldstein, os cientistas não esperam um novo curto-circuito. "Só esta,os sendo extremamente cautelosos", declarou.

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