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Nasa adia envio de sondas à Lua para lançar ônibus espacial

A LRO e a Lcross vão reunir dados para orientar o retorno de astronautas ao satélite, previsto para 2019

Carlos Orsi, do estadao.com.br,

15 de junho de 2009 | 14h58

A Nasa tentará lançar o ônibus espacial Endeavour para a Estação Espacial Internacional (ISS) na próxima quarta-feira, 17. O lançamento havia sido cancelado no sábado por conta de um vazamento de hidrogênio, o combustível dos foguetes da nave. Com isso, fica adiado por pelo menos um dia o lançamento de duas sondas, LRO e Lcross, que deverão ser enviadas à Lua para ajudar na prospecção de locais para um futuro desembarque de astronautas. A Nasa planeja levar seres humanos de volta à Lua em 2019.

 

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O Endeavour leva à ISS a última parte do laboratório espacial Kibo, construído pela Agência Espacial Japonesa (Jaxa). A Nasa tem pressa em completar a construção da estação, já que a frota de ônibus espaciais, necessária para as obras na base orbital, será desativada em 2010, segundo determinação feita durante o governo de George W. Bush. Com o voo do Endeavour, restarão apenas mais sete missões de ônibus espaciais a serem realizadas, entre este ano e o próximo.

 

As duas sondas que a agência espacial pretende lançar para a Lua ainda nesta semana vão explorar principalmente os polos lunares, em busca de sinais de água. Se confirmada, a presença de água na Lua poderá determinar a localização de uma futura base habitada.

 

A LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter, ou Orbitador de Reconhecimento Lunar) deverá ficar em órbita do satélite durante pelo menos um ano, a cerca de 50 km da superfície, fazendo leituras com uma série de instrumentos que inclui um detector de nêutrons, para mapear a distribuição de hidrogênio na Lua e avaliar o risco de radiação para astronautas.

 

Já a sonda Lcross vai se dividir em duas seções, que colidirão, a uma velocidade de mais de 7.000 km/h, com o fundo de uma cratera localizada perto do polo sul da Lua. O objetivo é produzir uma massa de dejetos que possa ser analisada por cientistas, a fim de determinar se há gelo acumulado no local do impacto. O alvo escolhido fica permanentemente à sombra, sem jamais receber luz direta do Sol.

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