Nasa adota amortecedores de mola para novo foguete lunar

A agência vai usar 17 grandes molas que amenizem tremores potencialmente perigosos para a tripulação

AP

20 de agosto de 2008 | 17h33

Uma versão da era espacial das velhas molas de picape vai ajudar a Nasa a corrigir o maior problema técnico de seu novo foguete que mandará astronautas de volta à Lua.  A Nasa vai usar 17 grandes dispositivos para absorver o choque de seu foguete ainda não construído, para evitar que o topo da nave sacuda demais os astronautas, disseram representantes de agência espacial na terça-feira, 19.  Por cerca de um ano, engenheiros que trabalham no novo foguete Ares 1 e a equipe do vôo têm confrontado o problema de fortes vibrações causadas pelos motores do foguete por cerca de dois minutos após o lançamento. Se as vibrações não forem amenizadas, elas têm potencial para machucar a equipe, ou tornar a operação da nave muito difícil.  Membros da agência disseram na terça-feira, 19, que chegaram a uma solução similar aos amortecedores de picape. Com a diferença que os amortecedores da Nasa serão grandes, e controlados a distância.  O plano é instalar 16 cilindros na base do foguete, com pesos de 220 quilos presos a molas. Motores movidos a bateria irão deslocar os pesos para cima e para baixo, para parar as vibrações. Eles serão controlados da Terra, disse Garry Lyles, chefe da equipe de engenheiros que deve resolver esse problema específico.  O 17º amortecedor será um anel de pesos e molas, próximo ao meio do foguete.  A solução vai aumentar o peso da nave, mas o foguete agüenta isso, disse Steve Cook, diretor do projeto Ares. Outros problemas técnicos ainda serão enfrentados pelo programa lunar, mas Cook disse que "não há nada na lista de riscos que eu acredite que configure um grande problema que não possamos consertar."

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