Nasa aguarda resposta de sonda congelada em Marte

A Phoenix pousou em Marte em maio de 2008, e passou cinco meses escavando o solo

Associated Press,

18 Janeiro 2010 | 15h23

A Phoenix voltará das cinzas? Não aposte nisso. Mas, a despeito da pouca chance, a Nasa iniciou, nesta segunda-feira, 18, um esforço de três dias para tentar captar sinais de vida da sonda Phoenix, que congelou perto do polo norte de Marte depois de cinco meses escavando solo e gelo.

 

Cientistas desvendam ciclo da água no ártico do planeta Marte

 

"Não temos expectativa de que a Phoenix tenha sobrevivido ao inverno, mas certamente queremos dar uma olhada", disse Chad Edwards, engenheiro-chefe de telecomunicações do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

Imagem feita do espaço mostra o local de pouso da Phoenix, em meio do inverno marciano. Nasa

 

O plano pede que a sonda orbital Mars Odyssey faça passagens regulares sobre o local de pouso da Phoenix e espere para ouvir um "bip". Se o aparelho no solo não se comunicar, a Nasa voltará a buscar contato no mês que vem, quando o sol estiver mais elevado no horizonte. A Phoenix era movida a energia solar.

 

A Phoenix pousou em Marte em maio de 2008, e passou cinco meses escavando o solo e realizando experimentos para determinar as características do terreno e tentar determinar se o ártico marciano é ou já foi capaz de sustentar vida.

 

Ela confirmou a presença de água congelada e se tornou o primeiro veículo espacial a tocar e "saborear" a água de outro planeta. Sua última comunicação com a Terra ocorreu em novembro de 2008.

 

A Phoenix não foi projetada para sobreviver o frio do inverno marciano. E como as estações de Marte duram o dobro das da Terra, cientistas esperaram até que a primavera marciana tivesse início para voltar a procurar a Phoenix, que passou o inverno coberta por gelo seco.

 

Se a sonda tiver batido as probabilidades e voltar a funcionar, ela foi programada para entrar em "modo Lázaro" e sinalizar que está viva.

 

Pesquisadores dizem que é improvável que os painéis solares consigam acumular energia suficiente para recarregar as baterias da Phoenix. Mesmo se isso ocorrer, não há garantias de que os instrumentos científicos do equipamento estejam em condições de voltar a operar.

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