Nasa apresenta novo explorador lunar para missões em 2020

Veículo funciona a bateria e percorre até mil km; em fase de testes, ele tem capacidade para dois astronautas

Reuters,

25 de outubro de 2008 | 15h59

A Nasa apresentou um novo veículo lunar que busca transformar a exploração espacial, ao permitir que os astronautas percorram grandes distâncias sem os incômodos das roupas especiais quando voltarem à Lua em 2020. A equipe de cientistas está experimentando o veículo de exploração pressurizado - que se parece com um pequeno vagão futurista de recreação sobre seis pares de rodas - em um setor rochoso do norte do Arizona, nos Estados Unidos, escolhido por sua semelhança com a superfície da Lua. "Esta é a próxima geração de exploração lunar", disse Doug Craig, diretor do programa da Nasa, enquanto um astronauta entrava no veículo para dar uma volta sobre um campo de lava rodeado por montanhas escarpadas. O explorador funciona a bateria e viaja a uma velocidade de até 10 km por hora. É parte de vários sistemas e equipamentos que estão sendo desenvolvidos pela agência espacial para o seu regresso programado à Lua durante a próxima década. A Nasa espera construir uma base permanente ocupada por pessoas na superfície da Lua, antes das sua seguintes missões de exploração a Marte. O novo explorador pressurizado é a continuação de veículos utilizados pelo programa Apolo da década de 70, quando os astronautas em trajes espaciais usavam veículos que pareciam ter carroceria para realizar pequenas corridas para reunir rochas. O novo protótipo tem uma cabine pressurizada e esta equipado com assentos de couro e beliches. Permite a uma tripulação de dois astronautas realizar viagens de exploração prolongadas por até duas semanas, cobrindo distancias de até 1.000 km, afirmou Craig.  "Só usamos o traje espacial quando precisamos estar na superfície para recolher as rochas", disse o astronautas Mike Gernhardt, um veterano que participou de quatro missões do transportador e uma caminhada espacial, enquanto levava os jornalistas para dar uma volta no veículo. "Assim, durante todo o tempo que estamos realizando observações, podemos estar dentro de um ambiente pressurizado em uma cômoda e quente camiseta em vez de um traje espacial", acrescentou.

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