Nasa comemora choque de sonda espacial com cometa

A missão suicida de uma pequena sonda espacial americana foi concluída com sucesso extraordinário nesta segunda-feira, quando se chocou com um cometa do tamanho de uma pequena cidade, a uma distância de 134 milhões de quilômetros da órbita da Terra. A colisão, monitorada minuciosamente por uma série de observatórios em terra e no espaço, produziu um flash de luz incandescente e uma explosão de vapor e poeira do cometa.Informações que, uma vez analisadas, poderão dar pistas importantes sobre a formação do sistema solar e sobre a origem da vida na Terra, segundo os cientistas. A explosão do impacto, segundo a Nasa, foi equivalente a quase 5 toneladas de TNT. Observatórios relataram um aumento de cinco vezes do brilho do cometa - suficiente para ser visto a olho nu da Terra.Os cientistas ainda não sabiam precisar o tamanho da cratera formada pelo impacto, mas disseram que o buraco poderia variar do tamanho de uma casa a um estádio de futebol, dependendo da composição do cometa. A colisão levantou uma nuvem de gás, gelo e poeira, que encobriu uma das extremidades do Tempel 1 e até o fim da tarde ainda impedia a observação da zona de impacto.Contudo, somente ter acertado o cometa já foi motivo de grande comemoração na comunidade científica. "A imagem claramente mostra um impacto espetacular", disse o pesquisador chefe da missão Deep Impact, Michael A´Hearn, da Universidade de Maryland. "Sabemos que criamos uma grande cratera. Acreditamos que a sonda tenha penetrado profundamente no cometa, portanto sabemos que teremos uma boa idéia do seu interior", disse o gerente do projeto, Rick Grammier. "Temos uma enorme riqueza de informações científicas para analisar nos próximos meses".O impacto com o cometa Tempel 1 ocorreu exatamente às 2h52 de hoje (horário de Brasília). A espaçonave camicase, do tamanho de uma pequena lava-louças, foi pulverizada na colisão, a uma velocidade de 37 mil quilômetros por hora. Antes disso, entretanto, coletou e enviou uma série de imagens e informações sobre o cometa, que poderão ser estudadas pelos pesquisadores em terra.O encontro foi monitorado de perto pela sonda espacial Deep Impact - a nave-mãe da missão da Nasa, que carregou a sonda impactante por 172 dias e 431 milhões de quilômetros no espaço antes de lançá-la contra o Tempel 1.

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