Nasa completa testes de 'internet interplanetária'

Sistema será capaz de enviar ou receber mensagens de Marte em até três minutos na velocidade da luz

Efe

19 de novembro de 2008 | 21h36

A Nasa completou com êxito as primeiras experiências de uma rede de comunicações a partir do espaço desenhada segundo o modelo da internet.  Veja também:Estação espacial internacional, a ISS, faz dez anosAstronauta perde a bolsa no espaçoAstronautas da ISS iniciam primeiro trabalho extraveicularEndeavour se acopla à ISS em missão para ampliar complexoUrina purificada servirá de água potável para astronautas Um informe do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa informou que seus engenheiros usaram em outubro passado um software especial para transmitir dezenas de imagens de uma nave que se encontra a mais de 32 milhões de quilômetros da Terra.  Para isso, os engenheiros do JPL recorreram à rede Deep Space Network da Nasa usando como ligação a sonda Epoxi que se desloca ao encontro do cometa Hartley, o que deve ocorrer em 10 anos.  "Este é o primeiro passo para a criação de uma capacidade de comunicação do espaço totalmente nova, uma internet interplanetária", disse Adrian Hooke, diretor de tecnologia e redes espaciais da Nasa em Washington. A transmissão se baseia no software chamado Disruption-Tolerant Networking (DTN), cujo protocolo foi desenvolvido há dez anos, segundo informações do JPL. DTN envia informações utilizando um método diferente dos protocolos que a internet usa e esta web interplanetária deve ser suficientemente robusta para resolver as demoras e perdas de conexão do espaço, acrescenta o comunicado.  Os problemas podem aparecer quando uma nave espacial passar por trás de um planeta e o contato for interrompido ou quando as comunicações foram alteradas por tempestades solares.  A demora para receber ou enviar dados a Marte, por exemplo, pode ficar entre 3,5 e 20 minutos à velocidade da luz.  No entanto, ao contrário do sistema de internet, não há a possibilidade de desconexão.  Em seu desenho, se não puder encontrar um destinatário, o que o JPL qualifica como um "nódulo", a informação não é descartada e se mantém até que ele seja encontrado.  "Nesta rede interplanetária inicial há dez nódulos", disse Scott Burleigh, engenheiro do JPL. "Um deles é Epóxi e os outros nove que estão em JPL representam os veículos em Marte, os satélites e os centros de controle de operações na Terra", disse.  Para explicar o sistema, o JPL usou uma analogia com o basquete e afirmou que funciona como o jogador que passa a bola para o companheiro que está mais perto da cesta. "Em última instância, a informação será entregue ao usuário", disse.

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