Nasa confirma pouso da sonda Phoenix em Marte

Esta é a primeira descida de uma nave com foguetes em Marte desde as duas Vikings, que pousaram em 1976

Carlos Orsi, estadao.com.br

25 de maio de 2008 | 21h05

A Nasa informa ter recebido sinal de que a sonda Phoenix pousou conforme o previsto, na região ártica do planeta Marte, por volta das 20h55 (hora de Brasília) deste domingo. Este foi o primeiro pouso "energizado" (usando foguetes para suavizar a descida) de uma nave da Nasa em Marte a completar-se com sucesso desde as duas Vikings, que chegaram ao planeta em 1976. A Phoenix agora aguardará 20 minutos para abrir seus coletores de energia solar.   A missão da sonda, prevista para uma duração mínima de três meses, é analisar amostras do solo e do gelo de Marte, para determinar se o planeta pode ter condições de suportar vida, ou de ter abrigado vida no passado. Além disso, a Phoenix transporta uma estação meteorológica para estudar o clima do planeta.   Para evitar contaminar o subsolo do planeta, onde a presença de material biológico é mais provável, o braço-robô da Phoenix, encarregado das escavações, recebeu um revestimento especial. Antes disso, foi esterilizado. E essa proteção extra só será removida depois que a sonda descer em Marte.   O braço, feito de titânio e alumínio, tem mais de 2 metros de comprimento, conta com uma junta, como um cotovelo, e é capaz de escavar até a meio metro de profundidade. Sua ponta é equipada com um coletor e uma lima elétrica, que será usada para raspar o gelo que deve existir por baixo da camada mais superficial de solo. Tem ainda uma câmera montada logo acima do coletor que fará imagens coloridas do interior das valas escavadas.   O material recolhido será analisado por dois instrumentos: um deles é o analisador térmico e de gás, que vai aquecer amostras e examinar os gases liberados, em busca de água, gás carbônico e matéria orgânica. Esse analisador é composto por oito fornos, capazes de aquecer as amostras até 1.000°C, e que só serão usados uma vez cada um.   O segundo instrumento, analisador de microscopia, eletroquímica e condutividade, tem quatro ferramentas. Três delas submeterão as amostras recolhidas pelo braço a diversos testes, como de pH e solubilidade, e a exames de microscópio. A quarta inserirá eletrodos no solo marciano para ver como a superfície conduz eletricidade.   Uma câmera capaz de fazer imagens 3D e em vários comprimentos de onda e estação meteorológica, criada pelo Canadá, completam o pacote científico da missão.   Atualizado com foto às 23h25

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