Nasa decide levar adiante o lançamento do Atlantis

Um problema com um sistema de sensores de combustível levou a dois adiamentos da viagem

Warren E. Leary, The New York Times,

31 de janeiro de 2008 | 19h05

Dependendo apenas da resolução de um problema com uma mangueira de radiador, o ônibus espacial Atlantis tem lançamento programado para 7 de fevereiro, numa missão que já foi adiada duas vezes para a Estação Espacial Internacional (ISS), informam administradores da Nasa. O diretor do programa de ônibus espaciais, N. Wayne Hale Jr., disse em uma entrevista coletiva transmitida pela televisão que nenhum outro problema técnico está no caminho da missão de 11 dias, que instalará o laboratório Columbus, da Agência Espacial Européia (ESA) na estação.    Um problema com um sistema de sensores de combustível que levou a dois adiamentos da viagem, em dezembro, foi resolvido, afirmou.   Depois de uma revisão das questões técnicas que poderiam afetar a missão, os administradores decidiram que o Atlantis e sua tripulação de sete membros podem decolar do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em 7 de fevereiro às 17h45 (hora de Brasília) se o problema da mangueira for solucionado durante o final de semana.   A decisão provisória de seguir adiante foi tomada no mesmo dia em que dois astronautas da estação levaram a cabo uma complicada caminhada espacial de seis horas e meia para substituir um motor quebrado que impedia o movimento de um conjunto de coletores de energia solar. A comandante da estação, Peggy A. Whitson, e o engenheiro de vôo, Daniel M. Tani, fizeram, ambos, a sexta caminhada espacial de suas carreiras ao trocar um motor de 125 kg, do tamanho de um barril, por um sobressalente que permitiu que o arranjo, semelhante a uma asa, começasse a girar para receber a quantia ideal de radiação solar.   A operação, realizada enquanto a estação estava na sombra da Terra para reduzir os riscos de os astronautas sofrerem choque da eletricidade gerada pelos painéis, corrigiu problemas elétricos que tiveram início em dezembro no motor. Depois da troca, controladores em terra submeteram o conjunto a duas rotações de 360º e declararam-no completamente operacional.   Antes de encerrar a caminhada espacial, os astronautas foram até a base do suporte que sustenta o arranjo para examinar outro problema, uma grande junta rotatória defeituosa que faz girar todos os conjuntos de painéis solares daquele lado da estação. Engenheiros buscam meios de consertar a junta depois que se descobriu, em dezembro, que ela foi emperrada por aparas de metal de seu mecanismo interno.   Hale disse acreditar que o problema no radiador será resolvido para liberar a decolagem do ônibus espacial. Uma inspeção, nesta semana, determinou que uma das quatro mangueiras dobrava-se, em vez de permanecer reta, ao ser restraída para uma caixa de armazenamento.   Se a mangueira em questão estiver funcionando sem vazamentos, deverá ser possível declará-la aceitável para pelo menos um vôo no estado atual ou, talvez, se for endireitada manualmente antes do lançamento, disse ele.

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