Nasa descarta colisão de asteróide com a Terra

Astrônomos do Laboratório de Propulsão a Jato (JLP) da Nasa descartaram definitivamente a possibilidade de uma colisão do asteróide 2004 MN4 com a Terra nas próximas décadas. Cálculos preliminares indicavam um alto risco de choque em 13 de abril de 2029.Nesta semana os cientistas aprofundaram os estudos sobre o 2004 MN4 e concluíram que a rocha de 400 metros de diâmetro passará longe do planeta, apesar de sua órbita coincidir quase totalmente com a da Terra em torno do Sol.Se colidisse com a Terra, o 2004 MN4 provavelmente provocaria danos maiores do que os ocorridos na Sibéria em 1908, quando milhares de quilômetros de bosques foram devastados por um meteoro que explodiu no ar sobre aquela região gelada da Rússia.O asteróide também seria maior do que o meteoro que caiu no Arizona, há milhões de anos, segundo pesquisadores.As notícias sobre o 2004 MN4 foram especialmente preocupantes porque contrariaram a evolução dos dados sobre asteróides.Normalmente os astrônomos classificam um corpo celeste com maior risco de colisão e, após novos estudos, rebaixam o grau de risco. Com o 2004 MN4 ocorreu o contrário.No início de dezembro, pesquisadores do Observatório Espacial de Tucson afirmaram que as chances de o asteróide colidir com a Terra eram uma em 300; depois, aumentaram para uma em 63 e para uma em 40.Segundo a escala Torino, o grau de risco subiu de 3 para 4, uma pontuação inédita. A Nasa admitiu nos últimos dias que o evento era "digno de preocupação".O asteróide foi identificado em junho de 2004 e começou a ser intensamente observado no início de dezembro. Diferentemente dos demais, cuja órbita forma uma "franja" entre Marte e Júpiter, o 2004 MN4 circunda o Sol da mesma forma que a Terra, com uma órbita de 323 dias.

Agencia Estado,

01 de janeiro de 2005 | 13h20

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