NASA/ESA/JPL-CALTECH NYT
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Nasa detalha missão que vai trazer amostras de Marte; agência usará helicópteros

Plano é trazer materiais até 2033; coleta vai permitir análises científicas com equipamentos que dificilmente poderiam ser enviados ao Planeta Vermelho

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2022 | 09h44
Atualizado 08 de agosto de 2022 | 14h02

A agência espacial americana (Nasa) anunciou detalhes de uma complexa missão que deve, até 2033, trazer pela primeira vez amostras de Marte para a Terra. Desde 2021, 11 amostras atmosféricas e do solo já foram recolhidas pelo rover Perseverance na cratera de Jezero, em Marte. A expectativa é que possam ser trazidas até trinta amostras. Para isso, além do Perseverance, serão utilizados dois novos helicópteros.

Inicialmente, um outro rover seria responsável por coletar as amostras e levá-las ao módulo de pouso, que contará com o minifoguete Mars Ascent Vehicle, mas essa etapa será realizada pelo próprio Perseverance, cujo desempenho superou as expectativas dos engenheiros. 

Em 2028, a Nasa prevê o envio de um dispositivo que carregará o foguete Mars Ascent Vehicle, um braço robótico desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA) e os dois helicópteros, criados para realizar a coleta das amostras na superfície do Planeta Vermelho. 

Eles foram desenvolvidos com base no Ingenuity, helicóptero da agência espacial americana que, desde o ano passado, já realizou mais de 29 voos em Marte e superou em mais de um ano sua expectativa de vida. Os novos serão equipados com braços robóticos e rodas e podem percorrer uma distância de 700 metros.

O braço robótico da ESA, chamado de Sample Transfer Arm, também coletará as amostras, que pesam cerca de 150g, armazenando-as no minifoguete. Elas serão transferidas para um orbitador, que, por fim, as trará para a superfície terrestre.

Segundo a Nasa, além de complexa, a missão desempenha o importante papel de permitir que os cientistas examinem as amostras com equipamentos que seriam muito grandes e complexos para serem enviados a Marte. /EFE

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