Nasa deve abandonar plano de voltar à Lua, diz relatório

Comitê especial diz que não há dinheiro suficiente para executar o plano de retorno até a década de 2020

Associated Press,

22 Outubro 2009 | 17h51

A Nasa precisa fazer um grande desvio em seu plano de levar astronautas de volta à Lua, disse um comitê independente  à Casa Branca.

 

Veja a íntegra do relatório do comitê Augustine

Nasa prepara sucessor do ônibus espacial para lançamento

Rússia espera que EUA prorroguem uso de ônibus espaciais

 

A agência espacial escolheu o destino errado e o foguete errado, disse o presidente do comitê nesta quinta-feira 22, quando o relatório final de seu grupo, encomendado pelo presidente Barack Obama, foi divulgado para o público.

 

Uma versão de teste do foguete, o Ares I, está em uma plataforma de lançamento em cabo Canaveral, aguardando seu voo de estreia, marcado para a próxima semana. A Nasa deveria se concentrar em foguetes maiores, disse o comitê.

 

   Norman Augustine, presidente do grupo convocado pela casa Branca para avaliar os rumos da exploração espacial, disse que faz mais sentido pousar em um asteroide ou em uma das luas de Marte. Ele afirmou que isso poderia ser feito antes dos 15 anos previstos pela Nasa para o retorno à Lua.

 

Os planos de exploração agora sob escrutínio foram criados atendendo a uma determinação o então presidente George W. Bush, depois do desastre do ônibus espacial Columbia, em 2003.

 

O plano original, de usar uma base na Lua como ponto de partida para a exploração de Marte, não tem verba suficiente para funcionar, diz o relatório de 155 páginas. A partir de 2014, a Nasa precisaria de mais US$ 3 bilhões ao ano para levar astronautas para além da órbita da Terra.

 

A chave é onde realizar a exploração. No relatório, o comitê oferece oito opções, deixando a escolha final para o presidente Barack Obama. Três delas fazem parte do que os membros do comitê chamam de "caminho flexível", para explorar algum lugar que não a Lua, e finalmente indo a Marte num futuro mais distante.

 

Augustine disse que a opção flexível, que incluiu voos em órbita da Lua e de Marte, sem pouso, faz mais sentido do ponto de vista orçamentário.

 

Pousar na Lua e voltar para a Terra consome combustível, e levar o combustível necessário para a viagem de volta até o espaço custa caro. Seria mais barato pousar e retornar de asteroides, que têm gravidade muito menor, ou até mesmo de uma das luas de Marte, Fobos e Deimos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.