Nasa deve adiar estréia de nova geração de naves espaciais

A primeira fase do novo programa, chamado Constellation, inclui o foguete Ares I e uma cápsula, a Órion

John Schwartz, The New York Times,

12 de agosto de 2008 | 15h35

Diminui a esperança de que a Nasa seja capaz de reduzir substancialmente o vácuo de cinco anos entre o último vôo de um ônibus espacial e a estréia da nova geração de naves espaciais, com representantes da agência afirmando que a realidade orçamentária torna uma meta mais ambiciosa pouco realista.   A primeira fase do novo programa, chamado Constellation, inclui o foguete Ares I e uma cápsula, a Órion. Embora os planejadores já tivessem dito que os primeiros vôos humanos ocorrerão cinco anos após o fim do programa do ônibus espacial, representantes da agência tinham afirmado que, com mais dinheiro e um pouco de sorte, o lançamento poderia ocorrer em 2013.   O dinheiro extra não apareceu, declarou o gerente de programa do Constellation no Centro Espacial Johnson, e os "desconhecidos fatores desconhecidos" que aparecem em qualquer esforço de desenvolvimento tornaram a data mais próxima pouco realista. Portanto, a agência está empurrando os vôos espaciais humanos mais próximos um ano adiante, de 2013 para 2014, mas o compromisso para lançar seres humanos numa Órion em 2015 não mudou.   "Eu diria que nossa confiança em que o vácuo não será pior que cinco anos de fato melhorou", disse Hanley.   A entrevista foi concedida no mesmo dia em que um comitê de assessoramento da Nasa divulgou um relatório anual que questiona duramente o esforço do Constellation.   O Comitê Consultivo de Segurança Aeroespacial da Nasa disse que seus membros detectaram uma "ansiedade surpreendente" dos funcionários da Nasa quanto ao programa Constellation; estágios iniciais de desenvolvimento, diz o relatório, "geralmente são marcados por entusiasmo e otimismo".   Fazendo eco a opiniões de outras fontes que também avaliaram o programa, o relatório sugere que "a lógica do programa pode não ter sido suficientemente entendida ou aceita dentro da organização". O relatório também questiona a abordagem da Nasa para as questões de segurança da nova Órion.   Historicamente, diz o comitê, sistemas de segurança são incluídos logo no início do design. Mas problemas de peso no desenvolvimento inicial da cápsula Órion levaram os administradores do programa a iniciar com uma abordagem de tábula rasa, na qual um sistema de segurança tem de "merecer estar" no design. "Quando elementos de segurança precisam 'merecer estar' num design que já começou a tomar forma, objetividade e consistência na elaboração do projeto podem sofrer", diz o comitê.   Perguntado sobre o relatório, Hanley disse que "ajustaremos nosso plano de acordo, com base nos conselhos deles que acharmos válidos". Mas, declarou, a agência busca novas formas de incluir a segurança em suas naves, e não deverá se deixar  limitar por antigas restrições.   "Apenas seguir a receita e dizer que três de cada coisa é o momo mais seguro não é a resposta correta", disse ele. Sempre haverá quem discorde, disse, mas "se tentarmos agradar a todos, a nave nunca sairá do chão".

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