Nasa e voluntários restauram as primeiras fotos da Lua

Sondas de 1966 e 1967 fizeram fotos para preparar o pouso de astronautas na Lua, que ocorreu em 1969

AP,

14 de novembro de 2008 | 14h48

As primeiras fotografias em close-up da Lua foram resgatadas de quarenta anos de armazenagem e restauradas para um padrão de qualidade que rivaliza com as imagens digitais de hoje.   Restauração de imagens lunares - projeto Moonviews   A Nasa e empresários do setor espacial gastaram um quarto de milhão de dólares para restaurar as fotografias feitas pelas primeiras sondas lunares não tripuladas. A primeira imagem resgatada - um clássico da "Terra nascente" por trás da Lua - foi apresentada ao público an quinta-feira, 13. "Trata-se de uma imagem inacreditável", disse o empresário Dennis Wingo, que encabeçou o projeto. "Em termos de resolução, nenhuma missão, desde então, foi tão boa".   Entre 1966 e 1967, a Nasa enviou cinco sondas da série Lunar Orbiter para fazer fotos de perto da Lua, em preparação para o primeiro pouso de astronautas no satélite, em 1969. As sondas tiraram as fotos, revelaram o filme e transmitiram as imagens por rádio para a Terra, onde ficaram gravadas em fitas especiais, que só podiam ser vistas com o uso de equipamento especial.   As fotos da Lua foram um sucesso nos anos 60. A imagem divulgada na quinta-feira foi a primeira foto da Terra feita de longe, e só foi superada pela fotografia feita pelos astronautas da Apollo 8, durante uma órbita do satélite. E uma foto lunar de 1966 chegou a se saudada como a "imagem do século".   Os astronautas que pousaram na Lua tiraram mais fotos, e as fitas da série Lunar Orbiter acabaram praticamente esquecidas. A Nasa acabou oferecendo as máquinas necessárias para decodificar as fotos de graça, para quem quisesse levá-las.   "Eu disse que ficaria com elas", lembra-se Nancy Evans, uma ex-chefe de fotografia da agência espacial. Ela não podia permitir que as imagens se perdessem, e sabia que manter as máquinas necessárias para lê-las era essencial. Ela guardou quatro das máquinas, de meia tonelada cada, na garagem de casa.   Décadas depois, com a volta do interesse pela exploração lunar, alguns entusiastas ouviram falar das fitas e das máquinas, e puseram mãos à obra no trabalho de restauração. Eles ocuparam uma lanchonete abandonada no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa, e puseram uma das máquinas em condições de operar.   Com uma foto restaurada, faltam ainda 1.983, diz Wingo. Se a máquina não quebrar antes.

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