Nasa lança satélite para estudar dióxido de carbono na atmosfera

Observatório entrou em órbita a 690 quilômetros da Terra; primeiros resultado devem ficar prontos em 2015

EFE

02 de julho de 2014 | 17h19

A agência espacial norte-americana (Nasa) lançou, nesta quarta-feira, 2, com êxito o primeiro satélite para estudar o dióxido de carbono na atmosfera. Os resultados iniciais são esperados para 2015. 

O Observatório Orbital de Carbono - 2 (OCO, em inglês) partiu às 6h56 (horário de Brasília) à bordo do foguete Delta II da Base Vandenberg, a cerca de 240 quilômetros a noroeste de Los Angeles.

Quase uma hora depois do lançamento, o observatório se separou do foguete propulsor e entrou em órbita a 690 quilômetros da Terra. O artefato fez uma série de procedimentos de ativação, estabeleceu comunicação com os controladores na Terra e estendeu seus painéis solares com êxito.

As primeiras observações telemétricas indicam que o satélite está em "condições excelentes", indicou a Nasa em um comunicado.

A Nasa perdeu em um acidente em 2009 o satélite original, que, por causa de uma falha técnica não pôde alcançar sua órbita e caiu no Oceano Pacífico, depois de quase uma década de projeto, desenvolvimento e construção, com um custo estimado de US$ 273,4 milhões.

O novo satélite realizará uma missão de dois anos para localizar pontos onde iniciará a medição dos níveis de dióxido de carbono. As operações científicas começarão cerca de 45 dias depois do lançamento e se espera que os primeiros dados sobre as concentrações de CO2 na atmosfera estejam prontos no início de 2015.

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