EFE/EPA/NASA/Bill Ingalls
EFE/EPA/NASA/Bill Ingalls

Nasa lança sonda que irá 'tocar o Sol' em missão histórica

Lançamento da Parker Solar Probe (PSP) estava prevista para o sábado, mas foi adiada para esta madrugada após problemas técnicos; objetivo é analisar os ventos solares e a corona do Sol

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2018 | 05h23
Atualizado 13 Agosto 2018 | 16h28

CAPE CANAVERAL (ESTADOS UNIDOS) - A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) lançou na madrugada deste domingo, 12, a sonda Parker Solar Probe (PSP), desenvolvida para a missão histórica do país de adentrar, pela primeira vez, a atmosfera do Sol.

Inicialmente previsto para o sábado, o lançamento foi adiado devido a problemas técnicos. Neste  domingo, milhares de espectadores acompanharam o foguete deixar a Estação das Forças Aéreas americanas em Cape Canaveral, na Flórida, incluindo o astrofísico Eugene Parker, cujo nome batiza o equipamento espacial. Foi Parker quem propôs a existência de ventos solares há 60 anos, uma das bases para a pesquisa que será desenvolvida pelo projeto da PSP.

"Tudo que posso dizer é: Wow, aí vamos nós. Vamos aprender bastante nos próximos anos", disse Parker. Pelo segundo dia consecutivo, milhares de espectadores se reuniram próximo ao local do lançamento no meio da madrugada. Foi a primeira vez que a Nasa batizou uma aeronave com nome de alguém que ainda está vivo.

"Eu realmente tenho de deixar de roer as unhas para começar a pensar sobre todas as coisas interessantes que eu ainda não conheço e que serão esclarecidas, eu acredito, nos próximos cinco, seis ou sete anos", disse o professor à tv da Nasa. "Tivemos de esperar tanto até a tecnologia se equiparar com os nossos sonhos. É incrível estar assistindo a isso hoje", disse Nicola Fox, da Universidade John Hopkins, um dos projetistas.

A estrutura

Protegida por um escudo térmico ultrapotente e um sofisticado sistema de refrigeração, a sonda deverá passar por Vênus em outubro e fazer seu primeiro contato com o Sol em novembro - a sonda deverá utilizar a órbita do planeta para se impulsionar para cada vez mais perto do Sol. Ao todo, são esperadas 24 aproximações nos próximos sete anos.

Em dezembro de 2024, a expectativa é que a aeronave chegue a 6,3 milhões de quilômetros da superfície do Sol - uma distância muito curta em relação aos 150 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra.

Ao todo, a NASA investiu cerca de US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 5,5 bilhões) na missão. O objetivo da sonda PSP é analisar como se origina o vento solar e como suas partículas se aceleram no espaço, afetando sistemas de satélites e redes de eletricidade na Terra.

A missão também busca descobrir como é o aquecimento da corona - a parte externa do Sol que é milhares de vezes mais quente que sua própria superfície e seu interior. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.