Nasa liga efeito estufa a tempestades intensas nos trópicos

Para cada grau a mais na temperatura média do mar, detectou-se um aumento de 45% na freqüência de nuvens

da Redação,

19 de dezembro de 2008 | 15h27

A freqüência de nuvens extremamente altas nos trópicos - o tipo associado a tempestades violentas e chuvas intensas - está aumentando como resultado do aquecimento global, de acordo com estudo de cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, apresentado nesta sexta-feira, 19, na reunião da União de Geofísica dos Estados Unidos.   O pesquisador Hartmut Aumann descreveu os resultados de um estudo baseado em cinco anos de dados da Sonda Atmosférica Infravermelha (Airs), um instrumento a bordo do satélite Aqua.   Os dados da Airs foram usados para observar certos tipos de nuvem tropical ligados a tempestades violentas, chuvas torrenciais e granizo. O instrumento  normalmente detecta cerca de 6 mil dessas nuvens ao dia. Aumann e sua equipe encontraram uma forte correlação entre a freqüência dessas nuvens e a temperatura média da superfície dos oceanos tropicais.   Para cada grau Celsius de acréscimo na temperatura média da superfície oceânica, a equipe detectou um aumento de 45% na freqüência de nuvens muito altas. à taxa atual de aquecimento global, de 0,13º C por década, a equipe inferiu que a freqüência de tempestades deve aumentar 6% a cada dez anos.   Cientistas que criam modelos para prever o com,portamento do clima debatem, há tempos, se a freqüência e intensidade das tempestades severas pode ou não aumentar com o aquecimento global. Aumann disse que seus resultados podem ajudar a aperfeiçoar esses modelos.   "Nuvens e chuva têm sido o elo fraco na previsão do tempo", disse ele, segundo nota divulgada pela Nasa. "A interação entre o aquecimento dos mares durante o dia em condições de céu claro e os aumentos na formação de nuvens baixas, altas e, por fim, chuva, é muito complicada".

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