Nasa perde esperança de recuperar sonda Phoenix

Depois de após quase um mês de esforços para recuperar as comunicações a agência desistiu da sonda

Efe

03 de dezembro de 2008 | 21h38

A Nasa, a agência espacial americana, anunciou nesta quarta-feira, 3, que perdeu as esperanças, de forma definitiva, de recuperar a sonda Phoenix, que, durante três meses de operações, confirmou a existência de água em Marte. Veja também: Nasa declara encerrada a missão Phoenix em Marte Um comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) afirmou que, após quase um mês de esforços para recuperar as comunicações, a agência deixou de utilizar os orbitadores em torno do planeta para reviver o laboratório e voltar a escutá-lo. "Como esperado, a redução da luz solar (no hemisfério norte do planeta) deixou a Phoenix, que operava com baterias solares, sem energia para mantê-las carregadas", afirmou. A comunicação final da Phoenix foi um breve sinal recebido através do laboratório Mars Odyssey na terça-feira, 2, disse o comunicado. No entanto, a Nasa expressou satisfação com o fato de que o laboratório funcionou dois meses mais que o previsto e que alcançou todos os seus objetivos científicos. Phoenix desceu sobre a superfície de Marte em 25 de maio com o objetivo principal de confirmar a existência de água no planeta através da análise feita no laboratório que levava a bordo. No entanto, a chegada do inverno sobre o setor de descida diminuiu a luz solar ao ponto de que as baterias não forneciam suficiente energia nem podiam manter a temperatura em seus sistemas. O inverno marciano foi "um fator que contribuiu à perda de comunicações e esperávamos que uma variação do clima nos desse outra oportunidade de restabelecer o contato", afirmou Chris Lewicki, cientista da missão Phoenix no JPL. Embora com dificuldades, a Nasa ainda mantém em operações os veículos exploradores Spirit e Opportunity, que desceram sobre a superfície do planeta há quase quatro anos. Os cientistas da agência espacial americana deram a esses veículos só três meses de vida operacional útil, mas seu trabalho em latitudes mais baixas não sofreu os rigores do inverno marciano como a Phoenix.

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