Nasa prepara missão para revelar a estrutura da Lua

Sonda americana é mais uma na nova onda de interesse pelo estudo científico do satélite

Carlos Orsi, estadao.com.br

11 de dezembro de 2007 | 14h04

A Nasa anuncia um investimento de US$ 375 milhões em uma sonda para explorar o interior da Lua, a partir do espaço. O anúncio foi feito na reunião desta segunda-feira da União Geofísica dos EUA (AGU), pelo administrador-assistente da Nasa para Ciência, Alan Stern.   Com lançamento previsto para 2011, a sonda Gravity Recovery and Interior Laboratory (sigla "Grail", inglês para "Graal") se soma à pequena frota de veículos não-tripulados enviados à Lua em anos recentes, a começar pela Smart-1, da União Européia, que chegou à Lua em novembro de 2004 e terminou sua missão numa colisão com a superfície do astro, em setembro de 2006.   Em 2007, chegaram à Lua e estão atualmente em órbita do satélite as sondas Selene, do Japão, e Chang'e-1, da China. A Índia tem planos de enviar uma sonda própria, a Chandrayan-1 - que poderá transportar instrumentos americanos - em 2008.   Também em 2008, a Nasa lançará o  Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), uma sonda que buscará locais de pouso para missões com robôs e astronautas - o presidente dos EUA, George W. Bush, deu à agência espacial a diretriz de levar seres humanos de volta ao satélite até 2020.   Embora a Nasa esteja voltando à corrida lunar com um certo atraso em relação às potências emergentes da exploração espacial, a atual onda de interesse no satélite foi desencadeada por duas sondas dos Estados Unidos - a Clementine, de 1994, projetada para testar uma nova geração de sensores militares, e a Lunar Prospector, de 1998.   Ambas encontraram sinais de água congelada perto do pólo sul lunar. Esse gelo poderá vir a ser um recurso importante para futuras bases habitadas.   A sonda Grail, segundo o anúncio feito por Stern, vai se valer de dois satélites que orbitarão a Lua para medir seu campo gravitacional em grande detalhe. Cientistas usarão esses dados para deduzir a conformação do interior lunar, da crosta ao núcleo.   De acordo com nota divulgada pela Nasa, o programa Grail é de "alto valor científico e baixo risco", e testará técnicas de pesquisa científica que poderão ser usadas, futuramente, "em Marte e outros planetas".

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