Nasa testa novo método para submeter solo marciano a análise

A técnica é pulverizar amostras com a vibração da lima elétrica, derramando pequenos grãos de material

Carlos Orsi, do estadao.com.br

10 de junho de 2008 | 17h09

A equipe que controla a sonda Phoenix, na superfície de Marte, pretende instruir o aparelho a usar a lima elétrica montada em seu braço robótico para gerar vibrações que pulverizem os torrões de terra recolhidos do solo. A técnica foi adotada depois que a primeira amostra coletada mostrou-se excessivamente coesa e entalou antes de entrar no instrumento que deveria analisá-la.  Nos próximos dias, o solo pulverizado será derramado sobre uma roda que girará para pôr a amostra dentro do alcance de um microscópio.  Enquanto os cientistas e engenheiros buscam uma solução definitiva para o problema do solo denso, a Phoenix prossegue com observações da atmosfera, que nesta terça-feira, 10, estão sendo coordenadas com uma passagem, no espaço, do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Enquanto a Phoenix analisa a coluna de ar a partir do solo, a  MRO estuda as condições no alto. O cientista brasileiro Nilton Rennó é um dos envolvidos nesse estudo. "O objetivo e usar o MRO para mostrar que está acontecendo na grane escala, e a Phoenix, para a medidas locais", explica. A técnica de pulverizar amostras com a vibração da lima elétrica, derramando pequenos grãos de material nos instrumentos, havia sido proposta meses atrás por membros da equipe responsável pelo braço robótico e pelo microscópio. A lima fica atrás da pequena escavadeira que recolhe as amostras do chão, e será usada, mais para a frente, para raspar amostras de gelo do subsolo. O primeiro teste da técnica, na segunda-feira, 9, produziu uma camada de partículas finas que caiu sobre o conjunto de instrumentos que inclui o microscópio.

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