Divulgação/Nasa
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Nave Atlantis chega ao Hubble e começará reparos

Agora, a tripulação tem cinco dias para trabalhar no telescópio, que orbita a 560 quilômetros da Terra

Efe-AP,

13 de maio de 2009 | 14h35

A tripulação do ônibus espacial Atlantis conseguiu nesta quarta-feira, 13, acessar com um braço robótico o telescópio espacial Hubble, que orbita a 560 quilômetros da Terra, e levá-lo a seu bagageiro, onde ficará até ser reparado.

 

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Agora, a tripulação tem cinco dias para trabalhar no telescópio, tarefa relativamente perigosa, já que estarão orbitando em uma zona onde circula uma grande quantidade de lixo espacial.

As Nasa informou, mais cedo, que as fissuras descobertas na terça na fuselagem do Atlantis não são graves e não precisarão ser inspecionadas novamente.

 

Nesta quinta-feira, 14, os astronautas John Grunsfeld e Andrew Feustel deixarão o ônibus e trabalharão durante seis horas no Hubble, no primeiro dos cinco passeios previstos para esta missão.

 

Ao contrário do que ocorre nas missões que têm como destino a Estação Espacial Internacional (ISS), os astronautas do Atlantis não contarão com acesso a nenhuma base de operações além da própria nave.

Isso significa que, se o Atlantis sofrer um problema durante os trabalhos no Hubble, eles não poderão se refugiar na estação.

 

 

Segundo a Nasa, há uma possibilidade em 229 - uma proporção considerada muito alta - de que uma peça de lixo espacial ou um micrometeorito provoque uma catástrofe no Atlantis. Por isso, a Nasa  mantém o ônibus espacial Endeavour de prontidão na plataforma de lançamento. Se o Atlantis vier a sofrer algum dano que inviabilize um retorno seguro à Terra, o Endeavour será usado como nave de resgate. 

 

O ônibus espacial Columbia foi destruído em 2003, matando todos os astronautas a bordo, por conta de uma falha em sua blindagem de calor. Essa falha havia sido causada pela colisão de um pedaço de espuma com o revestimento da nave, durante o lançamento.

 

As caminhadas

 

As caminhadas espaciais para reparar e reformar o Hubble serão realizadas em cinco dias consecutivos, com duas equipes de astronautas revezando-se a cada dia.

 

Primeira caminhada: substituição da câmera de campo amplo por uma versão mais nova. Uma unidade de processamento de dados que apresentou defeito será substituída por uma sobressalente. Um anel de atracamento será instalado, para que uma nave espacial possa guiar o telescópio em sua queda sobre o Oceano Pacífico, na década de 2020.

 

Segunda caminhada: substituição de baterias gastas e giroscópios defeituosos.

 

Terceira caminhada: remoção das velhas lentes corretivas e instalação de um espectrógrafo. Tentativa de conservar uma câmera defeituosa.

 

Quarta caminhada: tentativa de consertar um espectrógrafo defeituoso. Instalação de uma cobertura de aço inoxidável no telescópio, para aumentar a proteção térmica.

 

Quinta caminhada: substituição do sensor de orientação fina, que é parte do sistema quer permite apontar o Hubble para os alvos que os cientistas desejam ver. Mais baterias trocadas. Instalação de outra cobertura.

 

Twitter

 

Também nesta quarta-feira, 13, o astronauta americano Michael Massimino começou a mandar mensagens do espaço para o website Twitter. O primeiro texto dizia: "Da órbita: o lançamento foi fantástico!! Estou me sentindo muito bem, trabalhando duro e apreciando a vista magnífica, a aventura de uma vida começou!"

 

Ele pretende manter o público atualizado sobre o progresso da missão com o uso da ferramenta. A Nasa é uma grande usuária do serviço de miniblogagem, que permite a publicação de mensagens curtas na internet. Várias missões e laboratórios da agência se valem do Twitter para dialogar com o público.

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