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Nave de pesquisa cairá sobre a Terra, diz Nasa; Brasil está na mira

Espaçonave deverá cair até a manhã desta terça nos trópicos; agência espacial disse que não é possível prever local exato

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

15 Junho 2015 | 19h55

A nave espacial de pesquisa TRMM (Tropical Rainfall Measuring Mission) deverá entrar de volta na atmosfera, caindo sobre a Terra entre a noite desta segunda-feira e a manhã de terça-feira, 16, segundo informações da Nasa. 

De acordo com a agência espacial norte-americana, por causa de variações naturais no ambiente próximo à Terra, não é possível prever o horário e local exato onde a nave cairá, mas sabe-se que será na região tropical - entre os paralelos 35 norte e 35 sul - área que inclui todo o território brasileiro. A Nasa está publicando previsões atualizadas sobre a queda da nave.

A maior parte da nave TRMM deverá se desintegrar ao entrar na atmosfera, durante a queda sem controle, mas a Nasa prevê que cerca de 12 componentes da nave poderão sobreviver ao impacto. 

A chance de uma dessas peças acertar alguém, no entanto, é de uma em 4,2 mil - que é considerado relativamente baixa. O peso total dos 12 componentes é de 112 quilos. Segundo a Nasa, desde o início da era espacial, na década de 1950, não houve nenhum registro confirmado de pessoas feridas na reentrada de objetos espaciais na atmosfera. "Cerca de meia dúzia de restos de foguetes, satélites e outros detritos orbitais caem na Terra todos os anos", divulgou a Nasa em uma nota. 

A Nasa alerta que as autoridades locais devem ser avisadas caso alguém encontre restos suspeitos de serem da TRMM. Segundo a agência, as peças são de titânio e não são tóxicas. "Mas os restos poderão ter cantos afiados e não devem ser tocados, nem manipulados, na improvável ocorrência de alguém encontrar seus fragmentos", diz o comunicado.

A TRMM é uma missão conjunta da Nasa com a Jaxa (Agência Espacial Japonesa), lançada em 1997 para estudar as chuvas no planeta, no contexto de pesquisas sobre clima e meteorologia. Inicialmente, a nave foi desenhada para ter uma vida útil de três anos, mas ela se manteve operacional ao longo de 17 anos, enviando grandes quantidades de dados científicos. A missão chegou ao fim, oficialmente, no dia 15 de abril de 2015.

Desde o fim oficial da missão, a trajetória da TRMM está sendo monitorada pela Rede de Vigilância Espacial dos Estados Unidos, operado pelo Departamento de Defesa do país, e pelo Comando Estratégico do Centro Conjunto de Operações Espaciais.

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