Navio do qual vazou óleo não poderá sair do Rio

O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade pelo vazamento de cerca de dois mil litros de óleo na Baía de Guanabara no último fim de semana. O procurador Wanderley Dantas pediu ao Ibama que impeça a partida do navio Saga Mascot, de Nassau, de onde vazou o material, para evitar que os responsáveis desapareçam. Três praias de Niterói ainda estão sujas, de acordo com a prefeitura da cidade.Técnicos da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema) entregarão à Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) um relatório com informações sobre o derramamento. Os integrantes da comissão deverão se reunir em seguida para analisar o documento e decidir se caberá multa. O valor pode variar de R$ 10 mil a R$ 50 milhões.A Procuradoria Geral do Estado entrou com ação civil pública pedindo reparação integral do ecossistema afetado, ressarcimento pelos gastos para a contenção do óleo e pagamento de indenização aos pescadores da região.O acidente ocorreu na madrugada de sábado. O navio manobrava para atracar no estaleiro Enave-Renavi, em Niterói, quando o óleo vazou, por duas rachaduras no tanque. A mancha chegou às praias das Flechas, Boa Viagem, Piratininga, Gragoatá, Rio Branco e Icaraí. Imbuí, Adão e Eva e São Francisco chegaram a ser parcialmente atingidas no fim de semana, mas o material se deslocou.Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói, graças ao trabalho dos técnicos, que arrastaram o óleo do mar para as areias, por meio de barreiras flutuantes, somente as Gragoatá, Rio Branco e Icaraí continuavam sujas nesta segunda. Na água, ainda era possível ver uma fina camada do material. "A situação está sob controle", disse o secretário Jefferson Martins.Cem funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) retiraram o equivalente a 35 caminhões cheios de resíduos (areia contaminada, camada mais espessa de óleo e barreiras químicas) de sábado até esta segunda. O material foi levado em sacos plásticos para o estaleiro. A previsão é que o recolhimento termine nesta terça.O MPF poderá mover ação civil pública cobrando medidas compensatórias pelos danos causados pelo vazamento. Foram solicitados laudos sobre o acidente à Feema e ao Ibama. A PF vai indiciar os responsáveis.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.