Negar o Holocausto é crime em muitos países europeus, diz CE

Segundo a Comissão Europeia, as jurisdições nacionais são competentes para condená-lo por suas declarações

Efe,

27 de fevereiro de 2009 | 17h51

A Comissão Europeia (CE) lembrou nesta sexta-feira, 27, que negar o Holocausto é crime em vários países da União Europeia (UE), e disse que isso deveria ser levado em conta pelo bispo britânico Richard Williamson.   Veja também: Vaticano considera desculpas de Williamson insuficientes Judeus alemães rejeitam desculpa de bispo que nega Holocausto  Perguntas e respostas: A polêmica do bispo que nega o Holocausto  Vídeo: A polêmica entrevista do bispo Williamson Blog de Richard Williamson     Williamson chegou na quinta-feira, 26, a Londres após ser expulso da Argentina por causa de polêmicas declarações sobre este genocídio.   O bispo negou na televisão pública sueca Svt que as câmaras de gás nazistas tivessem sido usadas para exterminar judeus, e disse que no Holocausto não morreram seis milhões de pessoas, mas entre 300 mil e 400 mil.   "Isso é um crime na maior parte dos Estados-membros da UE. As jurisdições nacionais são competentes para condená-lo", indicou o comissário europeu de Justiça, Jacques Barrot, ao término do Conselho de ministros realizado em Bruxelas.   Barrot disse que se Williamson repetisse essas declarações na França, por exemplo, teria de enfrentar as consequências, já que a legislação nacional condena a negação do Holocausto.

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