Negociação de acordo contra efeito estufa recomeça em Gana

Conferência de uma semana contará com mil delegados para trabalhar em substituto para Protocolo de Kioto

AP

20 de agosto de 2008 | 15h23

Negociadores se reúnem a partir de quinta-feira, 21, em Acra, Gana, para finalizar o trabalho de um novo tratado contra a mudança climática, discutindo maneiras de convencer países em desenvolvimento a se juntarem à luta contra o aquecimento global.   No entanto, a última rodada de conversas de preparação para o COP 14, que será realizado na Polônia no final do ano, vem em um mau momento, com os países pobres do mundo mais preocupados com o custo imediato dos alimentos e combustíveis que com os efeitos de longo prazo, e incertos, da mudança climática.   A conferência de uma semana contará com mil delegados para trabalhar em um acordo de regulamentação das emissões de gases do efeito estufa.   Eles têm até dezembro de 2009 para completar um dos acordos internacionais mais complexos já negociados, pensado para determinar a redução das emissões pela metade até 2050.   O acordo substituiria o Protocolo de Kyoto de 1997, que expira em 2012. Pelo menos dois anos são necessários para uma ratificação que garanta uma transição sem problemas.   Sob o Protocolo de Kyoto, as emissões caíram em 37 países que se comprometeram a reduzir suas emissões em 5%, tendo por base os níveis de emissão de 1990, até 2012.   Os Estados Unidos, que se recusaram a participar, chamaram o acordo de injusto, questionando por que economias poderosas como a Índia e a China não tinham as mesmas obrigações que os países ricos. Esses países argumentam que não eram responsáveis pelo aquecimento global, e que sua primeira prioridade deveria ser tirar seu povo da miséria.   As diferenças devem que ser superadas, diz Harald Dovland, representante da Noruega. "Nós sabemos o que precisamos, globalmente, em termos de reduções. Não podemos continuar dizendo para sempre que essa é uma questão dos países industriais, e que ninguém mais precisa fazer nada."   Nenhuma decisão difícil é esperada em Acra. Os delegados esperam começar um rascunho da linguagem a ser adotada para o tratado na próxima reunião, em dezembro na Polônia, quando metas específicas serão discutidas.   Entre as propostas para incluir os países em desenvolvimento estão os créditos para redução do desmatamento e recompensas para reduções na emissão de gases em indústrias ou setores específicos.   Acra é a terceira reunião desde a primeira, em dezembro de 2007, em Bali, Indonésia. Pelo menos outras cinco ocorrerão até o acordo final.

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