Negociação em Poznan libera fundo para socorrer países pobres

Administradores de fundo internacional ganham poder de celebrar contratos contra efeitos do clima

Associated Press,

12 de dezembro de 2008 | 15h19

Negociadores em uma conferência climática das Nações Unidas conseguiram vencer a burocracia e liberar milhões de dólares para ajudar países pobres a adaptarem-se a secas cada vez mais graves, enchentes e outros efeitos do aquecimento global. "Essa poderá ser a coisa boa a sair de Poznan", disse o representante da ONG WWF do Reino Unido, Kit Vaughan.   Veja também:  Tuvalu pede ajuda para não desaparecer no oceano Pacífico México promete corte de 50% nas emissões de CO2 até 2050 ONU deve convocar cúpula do clima para setembro em NY Brasil é exemplo de economia verde, diz Ban Ki-moon Minc anuncia ação para fomentar tecnologia verde Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (2)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (3)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (4)  Brasil fica em 8º lugar em índice de mudança climática Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono      A decisão surge nas horas finais de uma conferência de duas semanas e poderá liberar cerca de US$ 60 milhões dentro de alguns meses, de acordo com delegados e ambientalistas, que falaram com a imprensa após uma reunião a portas fechadas.   "Trata-se de um passo importante", disse um delegado de Bangladesh, Mozaharul Alam. Ele afirmou que ministros e altos delegados de dezenas de países decidiram dar ao comitê responsável pela administração dos fundos bloqueados a autoridade para desembolsar dinheiro em favor de países em desenvolvimento, para projetos de redução dos gases do efeito estufa.     Até agora, o comitê do chamado Fundo de Adaptação não podia operar, porque não tinha autoridade para aprovar e firmar contratos.   O fundo é alimentado por uma taxa de 2% sobre os investimentos que os países desenvolvidos fazem em projetos verdes no mundo em desenvolvimento, para compensar suas emissões de CO2. Os negociadores vinham discutindo como elevar o fundo à casa dos bilhões. O acordo é uma das poucas metas concretas que haviam sido traçadas para a reunião de Poznan quando do início das conversações, em 1º de dezembro. Delegações de quase 190 países negociam um novo acordo climático, que será concluído em dezembro de 2009 em Copenhague, na Suíça, e que sucederá o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.