Negociações em Poznan podem ser prolongadas até sábado

Responsáveis da ONU querem continuar negociações na expectativa de conseguir algum compromisso

Efe

12 de dezembro de 2008 | 17h59

As negociações para avançar na luta contra a mudança climática na Conferência da ONU realizada em Poznan, na Polônia, prosseguiram nesta sexta-feira, 12, com a expectativa de conseguir algum compromisso, o que poderia prolongar os debates até este sábado, 13.   Veja também:  Em Poznan, Gore elogia plano contra desmatamento do Brasil ONU deve convocar cúpula do clima para setembro em NY Brasil é exemplo de economia verde, diz Ban Ki-moon Minc anuncia ação para fomentar tecnologia verde Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (2)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (3)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (4)  Brasil fica em 8º lugar em índice de mudança climática Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono    Acompanhe a reunião de Poznan  Página oficial da conferência        Os responsáveis das Nações Unidas consideram que as medidas ambientais estipuladas pela União Européia vão representar um impulso para que a reunião polonesa termina finalmente com sucesso e se fixe o Mapa de Caminho do futuro protocolo pós-Kyoto, que deverá nascer na próxima reunião de Copenhague, em 2009.   "O acordo climático da União Européia (UE) envia uma mensagem clara às negociações em Poznan", disse em entrevista coletiva o secretário-executivo da ONU para o Clima, Yvo de Boer, que avaliou positivamente o plano europeu apesar de que grupos ambientalistas consideram que ele está sem força.   Como é habitual nestas conferências, quase ninguém se surpreende com a falta de acordo, apenas algumas horas antes de terminar oficialmente o encontro.   "Participo de todas as reuniões deste tipo e jamais acabaram quando tinham que acabar, mas se estenderam no dia seguinte para conseguir o acordo", disse à Agência Efe o responsável de Políticas Climáticas da organização ambientalista WWF Internacional, Martin Hiller.   Além do compromisso final, a cúpula de Poznan deixa alguns "gestos" positivos, como o de ver países como Brasil e México adotarem medidas concretas em favor do meio ambiente.   O caso mexicano é especialmente significativo, depois de ter anunciado nesta cúpula um plano de aplicação voluntária para reduzir pela metade as emissões de CO2 em 2050, em relação aos níveis de 2002.   A medida, que ainda deve ser aprovada pelo presidente mexicano, será voltada de início para os setores de petróleo, cimento e de energia.   O prêmio Nobel da Paz e ex-vice-presidente dos EUA Al Gore lembrou hoje em seu discurso a importância de que estes países se envolvam na batalha pelo clima, em mensagem cheia de otimismo que terminou com um aplaudido "Yes, we can!", lema de Barack Obama durante a campanha eleitoral.   O futuro presidente americano chegou pelas mãos de Al Gore a esta reunião de Poznan, onde o democrata passou a ser a grande esperança na luta contra a mudança climática, uma espécie de messias capaz de conduzir o mundo nesta batalha.   Gore afirmou que com o novo Governo americano Washington deixará de estar à margem da comunidade internacional e impulsionará um acordo ao qual hoje muitos países resistem.   "Pode ser feito, vamos finalizar o caminho em Copenhague, é algo mais que um dever político, é uma questão moral", disse entre ovações, em referência à próxima reunião das Nações Unidas na capital dinamarquesa, onde em 2009 deverá ser adotado um novo acordo que substitua o Protocolo de Kioto sobre as bases do que sair desta reunião da Polônia.   Outra das mensagens deixada por esta cúpula é a ligação com uma "revolução verde" feita ontem pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quem propôs ao mundo uma nova economia capaz de criar "uma onda de investimentos em breve" para superar a mudança climática e vencer a crise financeira internacional.   "O investimento na luta contra a mudança climática cria milhões de empregos verdes e incentiva o crescimento verde", disse Ban Ki-Moon em seu discurso central desta conferência.   Os cientistas asseguram que as reduções de CO2 deveriam ser aceleradas nos próximos anos, um ponto de partida próximo demais para muitos países, já que representa uma mudança profunda de suas políticas energéticas e industriais, além de grandes custos econômicos e tecnológicos.

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