Nem satélite ajuda na prevenção dos incêndios florestais

Todo ano no final da seca, unidades de conservação florestal pegam fogo porque queimadas nas fazendas vizinhas fogem do controle. A história repetiu-se este ano e, desta vez, atingiu cinco parques, entre eles o estadual do Jalapão no Tocantins que já está com mais de 70% de sua área incendiada. Mas para o coordenador do Prevfogo - sistema de combate à incêndios florestais - Heloíso Figueiredo, não houve cochilo do governo. ?O problema é falta de estrutura pessoal e financeira?, explica. Segundo ele, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem 5 mil funcionários para cuidar desde a fiscalização de feiras livres que vendem ilegalmente animais silvestres a licenciamento de energia nuclear. ?É impossível para o Ibama cumprir todas as responsabilidades legais?, admite. Na opinião dele, nem se dobrasse o número de servidores resolveria o problema. Até a ajuda de satélite para monitorar os focos de calor existentes no País é limitada. Figueiredo explica que as imagens do satélite estão 24 horas defasadas, ?período suficiente para o fogo se propagar?. O coordenador do Prevfogo defende parcerias com instituições públicas, organizações não-governamentais e governos estaduais e municipais para ajudar a mudar o hábito dos fazendeiros em usar queimadas para limpar pastos e áreas para agricultura. As queimadas em fazendas vizinhas são a principal causa de incêndios em unidades de conservação.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2003 | 17h17

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