No mundo, turbinas eólicas se multiplicam, já somando 31 GW

Durante pelo menos dez anos - entre 1983 e 1993 - a produção de energia eólica mundial cresceu à razão de 200 megawatts/ano. Dos 210 MW, praticamente experimentais, instalados em 1983, o total passou para 2.990 MW, em 1993. Quase nada, se tomarmos como parâmetro as necessidades da humanidade ou mesmo o crescimento de outras fontes energéticas. Duzentos megawatts de aumento de capacidade instalada, a cada ano, são suficientes apenas para iluminar uma nova cidade de 500 mil habitantes.A partir de 1993, no entanto, a capacidade instalada começou a aumentar num ritmo bem maior, tornando-se relativamente mais importante na matriz energética de países com poucas alternativas de fontes limpas, como é o caso da Espanha. Até 1993, ao país produzia apenas 51 MW de energia eólica. Em 2002, porém, chegou aos 4.830 MW de capacidade instalada e tornou-se o segundo país em utilização de vento para produção de energia, atrás apenas da Alemanha (hoje com 12.001 MW instalados). Até 2010, a Espanha deverá acrescentar mais 20.000 MW, quando o vento representará 20% da matriz energética do país, possibilitando o fechamento de 9 usinas nucleares.Nos Estados Unidos, terceiro maior produtor de energia eólica, a capacidade instalada é de 4.645 MW. Em seguida vem a Dinamarca, com 2.889 MW, que só não instala mais turbinas por falta de áreas disponíveis. E o quinto lugar é da Índia, onde a instalação de turbinas vem acontecendo de forma acelerada, totalizando atualmente 1.702 MW.No mundo, a produção passou de 2.990 MW, em 1993, para um total de 31.234 MW em 2002. Concorreram para esta mudança, diversas tecnologias e sistemas de estocagem de energia, que tornaram o vento mais atraente como fonte alternativa, sobretudo às termelétricas, emissoras de poluentes e gases do efeito-estufa, e às centrais nucleares, de alto risco ambiental, ambas cada vez mais restritas pela legislação dos países industrializados. O potencial eólico do planeta é estimado em 55 mil terawatts/hora ou quatro vezes o atual consumo mundial de energia elétrica.

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