Nobel expõe evidências científicas de aquecimento global

Entre as principais estão o aumento da temperatura do ar e oceanos, o degelo e o aumento do nível do mar

Efe

12 de dezembro de 2007 | 04h43

As evidências do aquecimento global foram exibidas pelo Painel Intergovernamental de Mudança Climática da ONU (IPCC, sigla em inglês) à comunidade internacional, nesta quarta-feira, 12.  O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, apresentou na conferência de Mudança Climática, em Bali, um vídeo com as conclusões do quarto relatório do IPCC, elaborado pelos especialistas, e aprovado por unanimidade na reunião do órgão em Valência (Espanha), no mês passado.  As conclusões do IPCC foram expostas durante a sessão de alto nível da conferência, com a presença de ministros do Meio Ambiente, e aberta pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.  O presidente do IPCC e Nobel da Paz, reafirmou que a mudança climática é "inequívoca" e citou evidências já demonstradas, como o aumento da temperatura do ar e dos oceanos, o degelo e o aumento do nível do mar.  Calor O relatório diz que 11 dos últimos 12 anos estão entre os 12 anos mais quentes desde 1850. A temperatura média subiu 0,74 grau nos últimos 100 anos, e o aumento continuará ao longo do século XXI.  Segundo os diferentes cenários utilizados pelos cientistas, o aumento da temperatura oscilará ao longo do século entre 1,8 e 4 graus. Mas o modelo mais pessimista aponta altas de até 6,1 graus.  Menos gelo O relatório do IPCC atribui também ao aquecimento global o diminuição da extensão do gelo. Desde 1978, a extensão de gelo do Mar Ártico no verão caiu 7,4% a cada década. De 1900 até 2005 as chuvas aumentaram em algumas partes do leste da América do Norte e do Sul, no norte da Europa e na Ásia do norte e central.  Mas diminuíram no Sael, no Mediterrâneo, no sul da África, e em partes do Sul da Ásia. Rajendra Pachauri pediu aos Governos um "mínimo esforço" para evitar as conseqüências da mudança climática.  Para ele, o custo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa será menor que o de se adaptar a seus efeitos. O presidente do IPCC observou que os especialistas fizeram seu trabalho e disse que agora os governos devem implementar as medidas políticas para frear o aquecimento global.

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