Nordeste ganha Instituto do Semi-Árido

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, anunciou hoje, no Recife, a criação de um novo órgão para fomentar o desenvolvimento científico no Nordeste. O Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa) funcionará como uma espécie de coordenação dos diversos órgãos e programas federais que atuam nas áreas de pesquisa e desenvolvimento social na região. Apesar de já ter cerca de R$ 5,3 milhões de recursos garantidos - oriundos dos fundos de investimento no setor -, o instituto ainda não tem data para ser inaugurado nem local certo para ser instalado. De acordo com o ministro, o Insa ficará na cidade nordestina que atender ao maior número das exigências impostas pelo ministério, a exemplo de boa localização geográfica, contrapartida dos governos (estadual e municipal), além de boas condições de logística e desenvolvimento. Segundo Amaral, o Insa vai desenvolver prioritariamente pesquisas nas áreas de desenvolvimento de alimentos, melhoria do solo e convívio com a seca. Para tanto, informou, o órgão vai trabalhar em parceria com instituições como o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), o Banco do Nordeste (BN) e a extinta Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que deverá ser recriada nos próximos meses. "Nossa idéia não é sobrepor projetos ou atividades. O instituto vai funcionar como uma espécie de gerência geral. Afinal, nosso maior interesse é produzir ciência e tecnologia de forma ordenada. Só assim teremos resultados efetivos", disse o ministro. "O Nordeste é rico em muitos aspectos e só com estudos e projetos bem orientados é que poderemos aproveitar efetivamente todo esse potencial", acrescentou. Além da criação do Insa, Amaral anunciou a ampliação do número de bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado. "Já ampliamos em cerca de 14,5 mil bolsas desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu, em janeiro. Nossa intenção é ampliar ainda mais esse número", garantiu. Outro projeto do ministério é a criação de bolsas que possam atender os alunos do ensino médio. Indagado sobre a contribuição do seu ministério para o Programa Fome Zero, do governo federal, Amaral foi enfático. "O Fome Zero por si só não conseguirá atingir seus objetivos. Para que isso aconteça é preciso que todos os ministérios estejam envolvidos com a questão. No nosso caso, é exatamente por meio do incentivo à ciência e à tecnologia que pretendemos auxiliar no crescimento econômico e social do País, o que vai colaborar imensamente com a erradicação da fome e da miséria no Brasil", afirmou.

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2003 | 08h59

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.