Nos EUA, apenas cinco Estados permitem união entre gays

Em fevereiro, Obama fez gesto de apoio à causa; tema é um dos que mais dividem o país

Gustavo Chacra, correspondente de O Estado de S. Paulo,

05 Maio 2011 | 19h37

NOVA YORK - A união entre homossexuais é um dos temas que mais divide a sociedade americana. Apenas cinco Estados permitem que pessoas do mesmo sexo se casem. Outros três, incluindo Nova York,  reconhecem os matrimônios realizados em outras partes do país e do mundo.

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O governo federal, devido à lei em defesa do casamento, não pode se envolver diretamente na questão. De acordo com esta legislação, aprovada em 1996, apenas homens e mulheres podem se casar. Mas, em fevereiro deste ano, em uma ação que muitos classificaram como um apoio à união entre homossexuais, o presidente Barack Obama pediu ao Departamento de Justiça para parar de defender nos tribunais a constitucionalidade da lei em defesa do casamento.

 

Na Califórnia, maior Estado americano, a união entre homossexuais chegou a ser liberada durante alguns meses, até ser derrubada em plebiscito, em 2008. O Estado, que esteve na vanguarda dos direitos dos homossexuais nos anos 1970, ficou para trás de lugares como Massachussetts, que aprovou o casamento entre gays e lésbicas em 2004. A decisão também foi seguida por Vermont, Connecticut, Iowa, New Hampshire, além do Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington.

 

Normalmente, políticos republicanos tendem a ser contrários ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Já os democratas costumam ser a favor. Porém há pessoas nos dois lados que adotam posições mais próxima da do outro partido. Uma das causas principais para a oposição à união entre homossexuais é a religião.

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