Nova descoberta sugere que Marte pode ter sido hospitaleiro

Mineral carbonato, encontrado em rochas, se forma somente na presença de água não tão ácida

AP

19 de dezembro de 2008 | 18h18

Uma sonda orbita descobriu um importante mineral no leito rochoso da superfície marciana, o que sugere que o planeta pode ter tido um ambiente favorável à vida no passado, informam cientistas. O Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) detectou mineral de carbonato em rochas da região de Nili Fossae, uma área de vales que penetram na crosta do planeta. Isso sugere que o ambiente, ali, não era tão impiedoso quanto no restante do planeta. O mineral, que se forma na presença de água, já havia sido detectado em quantidades vestigiais na poeira marciana e no solo. Mas sua presença no leito rochoso indica que a água ali não era tão ácida e, portanto, o local era mais hospitaleiro para a vida.  A região "seria realmente um ambiente clemente, benigno, para o início da vida em Marte", disse a cientista da missão, Bethany Ehlmann, da Universidade de Brown.  Os resultados foram apresentados na quinta-feira em uma reunião da União Americana de Geofísica em San Francisco e vai aparecer na edição desta sexta-feira, 19, da Science.  Cientistas que planejam a próxima aterrissagem em Marte - o Mars Science Laboratory - inicialmente consideraram Nili Fossae como um local potencial para aterrissagem, mas não fizeram a decisão final. O lançamento do laboratório está previsto para 2011.

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