Nova esperança no tratamento da vaca louca

A possibilidade de usar anticorpos no tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob recebeu um impulso esta semana com os resultados obtidos nos primeiros testes com ratos, segundo a versão online da revista Nature.A doença de Creutzfeldt-Jakob é a versão humana para o mal da vaca louca. Acredita-se que uma proteína presente no cérebro adote uma forma molecular mutante e contamine outras cadeias da mesma substância. A nova configuração de um prion seria letal.O estudo foi desenvolvido em ratos que contaminados com a versão alterada do prion. Injeções de um anticorpo presente no cérebro mantiveram os animais saudáveis por cerca de 500 dias. Os ratos contaminados que não receberam as injeções morreram em um prazo de 200 dias.O tratamento não se mostrou eficaz em animais que já apresentavam sintomas do mal. Os resultados estão longe de oferecer um tratamento eficaz para o mal de Creutzfeldt-Jakob, mas representa um ?salto quantitativo? na busca pelo tratamento, segundo o líder do estudos Simon Hawke, do Imperial College, a Nature.Os estudos do mal começaram após 130 da doença serem detectados e ligados ao consumo de carne contaminada de vacas que desenvolveram o mal da vaca louca.O peculiar é que o prion é um agente infeccioso não vivo, formado por uma molécula protéica auto-replicável e, supostamente, sem ácido nucleico, e que se presume seja forma modificada da proteína pr-P. Ou seja, trata-se de uma molécula inanimada que se comporta como um vírus. Como uma forma possívelmente mutante de uma proteína criada pelo organismo, a doença torna-se auto-imune.Uma vez contaminado pelo prion, o encéfalo adquire um aspecto de esponja, daí o nome da variante bovina, a Encefalopatia Epongiforme.

Agencia Estado,

07 de março de 2003 | 16h55

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