Novas regras para células-tronco facilitam pesquisa nos EUA

O governo dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira novas regras para as pesquisas com células-troco de embriões humanos financiadas por recursos federais. Houve um afrouxamento de algumas exigências éticas, que, segundo cientistas, poderiam custar uma década de trabalho.

MAGGIE FOX, REUTERS

06 de julho de 2009 | 21h40

As regras, que começam a vigorar na terça-feira, mantêm muitas das atuais restrições às pesquisas. Os fundos federais ainda não podem ser usados para criar células com o uso de embriões humanos, somente para trabalhar com células feitas por outras iniciativas.

Contudo, o Instituto Nacional de Saúde, que divulgou as regras, facilitou algumas das medidas das diretrizes iniciais de março, incluindo o chamado "consentimento informado", exigência que visa assegurar que as pessoas que doam embriões para pesquisa saibam exatamente para que eles serão usados.

"Nós permitimos uma revisão caso a caso", afirmou o diretor temporário do instituto de saúde, Raynard Kington.

Em março, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu restrições para pesquisas com células-tronco de embriões humanos que haviam sido determinadas pelo seu antecessor, George W. Bush, e pediu para o instituto elaborar novos padrões.

As ações das empresas que trabalham com células-tronco não variaram muito com a notícia das novas regras, em parte porque as mudanças afetam diretamente pesquisadores acadêmicos, muito dependentes do financiamento federal.

As células-tronco embrionárias têm o poder de gerar todas as células e tecidos do corpo humano e assim, segundo especula-se, transformar a medicina.

Os opositores das pesquisas afirmam que é errado, seja qual for a razão, destruir embriões humanos.

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