Novas regras restringem pesca da lagosta

Para salvar a pesca da lagosta, o governo quer impor regras que implicarão na limitação da atividade e exclusão de barcos clandestinos. Na última década, a produção da lagosta caiu de 500 toneladas anuais para pouco mais de 100 toneladas, informa o diretor de fauna e recursos pesqueiros do Ibama, José Anchieta dos Santos. A produção caiu nos últimos dez anos, apesar do aumento do número de barcos pesqueiros. O vice-presidente do Sindicato de Pequenos e Médios Armadores de Pesca, Eloy de Souza Araújo, estima em 5 mil o número de barcos que estariam pescando lagosta entre o Espírito Santo e o Amapá. Desse total, apenas 1.300 teriam permissão do Ibama. Armadores, pesquisadores, ONGs e técnicos do Ibama começaram a discutir ontem soluções para manter a pesca da lagosta. Uma comissão regulamentará em 90 dias a atividade. O Ibama pretende suspender a permissão da captura da lagosta com o uso de redes de espera, as caçoeiras, autorizadas pelo órgão há três anos. A rede revelou-se de alto impacto ambiental porque traz também outras espécies e destrói corais.

Agencia Estado,

05 de março de 2002 | 09h57

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