Nove iemenitas são presos por conversão aos cristianismo

Converter-se do islã para qualquer outra religião é ilegal no país e pode ser punido com pena de morte

AP

19 de agosto de 2008 | 18h15

A polícia do Iêmen prendeu ao menos nove pessoas este ano, acusadas de converterem do islã ao cristianismo, disse um representante das forças de segurança do país nesta terça-feira, 19.   Os nove foram presos entre maio e agosto e continuam sob custódia da polícia, disse o oficial.   Converter-se do islã para qualquer outra religião é ilegal no país e pode ser punido com pena de morte. No entanto, em casos anteriores, os presos são normalmente libertados após renegarem a nova fé e pedirem retorno à religião.   Três dos nove foram detidos na capital, disse o oficial, que falou com a condição de permanecer anônimo, porque não estava autorizado a falar com a mídia. Ele se negou a fornecer detalhes sobre outros presos.   Um familiar de um dos presos disse ter medo que haja tortura e abusos na prisão. O membro da família, que não quis ser identificado por questões de segurança, disse que Hani el-Dahayni, de 30 anos, foi preso em maio, depois que a polícia revistou seu escritório e confiscou computadores.   Separadamente, a policia prendeu seis iranianos seguidores de Baha'i que viviam no Iêmen há 30 anos, disse o oficial. Os seis foram acusados de serem membros de um grupo rebelde, disse.   Embora não oficialmente, o país baniu a religião Baha'i, considerada pelos muçulmanos uma heresia. A religião foi fundada por um nobre persa, Baha'u'llah, que dizia ser um profeta como Maomé e Jesus.

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