Novo modelo prevê onda de resfriamento na Europa e América

Pesquisadores desenvolvem sistema que permite prever as condições meteorológicas das próximas décadas

Andrew C. Revkin, The New York Times

01 de maio de 2008 | 17h55

Depois de décadas de intensa pesquisa, e descobertas, sobre evidências da influência humana no clima da Terra, cientistas começam a mudar para um novo, e surpreendente, empreendimento: criar previsões de até uma década para o clima, assim como os meteorologistas geram previsões do clima para o fim de semana.   Uma das primeiras tentativas de tentar prever as condições meteorológicas com uma década de antecedência, usando simulações por computador e medições das temperaturas oceânicas, aponta para uma onda de esfriamento na Europa e na América do Norte, provavelmente relacionada ao desvio de correntes oceânicas, mesmo no mundo cada vez mais aquecido. A equipe que gerou a previsão é formada por estudiosos de dois centros de pesquisa meteorológica da Alemanha.   Em um texto da revista Nature, desta quinta-feira, os pesquisadores explicam que seu método pode servir de modelo para outras previsões porque respeitam padrões climáticos já consagrados na pesquisa meteorológica. Os pesquisadores enfatizam que a pausa no aquecimento representa apenas uma trégua temporária da previsão de aumento de temperatura, causado pela liberação de dióxido de carbono e outros gases acumulados responsáveis pelo efeito estufa.   O novos estudo é voltado para as relações entre as tendências climáticas de curta duração e o sistema de correntes marítimas do Oceano Atlântico. As previsões são feitas repetidamente com a simulação do clima global e o ajuste às condições simuladas de acordo com as medições de temperatura das águas. Os pesquisadores acreditam, no entanto, que o modelo seja aplicável apenas em simulações feitas para a Europa e a América do Norte.   "Nós estamos aprendendo que a variedade interna do clima é importante e pode mascarar os efeitos das mudanças climática induzidas pela ação do homem", afirmou o pesquisador Noel Keenlyside, do Instituto de Ciências Marinhas Leibniz, em Kiel, na Alemanha. "No final, isso nos dá mais confiança nas projeções de longo prazo", diz.

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